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quarta-feira, 29 de julho de 2020

Prática de ciclismo cresce em Campos durante a pandemia

Foto: Genilson Pessanha
Com academias fechadas, diversas pessoas resolveram colocar a bicicleta na rua e pedalar a céu aberto. O fortalecimento da prática do ciclismo em Campos durante a pandemia da Covid-19, notado na ciclovia e em rodovias, refletiu inclusive na economia local.

De acordo com o presidente da Federação de Ciclismo do Estado do Rio de Janeiro (Fecierj), Rodrigo Rocha, o crescimento do esporte na planície goitacá tem sido constante, tendo influenciado o surgimento de grupos de pedais nos últimos anos. Contudo, foi impulsionado na quarentena com a prática individual.

Esse aumento das bicicletas e de grupos de pedais em Campos já tem um tempo. De três anos para cá, houve um aumento bastante considerável. Só que, no período da pandemia, teve uma explosão muito grande. Devido à falta das academias, a população está procurando opções ao ar livre. Com essa sensação de não estar numa sala fechada, podendo pegar alguma doença, o pessoal aderiu muito ao ciclismo, assim como também às caminhadas e corridas a pé mai
s distantes do Centro — comentou Rodrigo. — E até mesmo para locomoção, evitando usar o transporte público, porque a gente sabe que é precário, com condução superlotada. Isso tudo influenciou para essa explosão de bikes na cidade — acrescentou.

Bicicletas ganham força com o “novo normal”

Tetracampeão brasileiro de ciclismo master e diretor da Fecierj, o atleta campista Afonso Celso Pacheco considera que a preferência pela bicicleta no chamado “novo normal” pode fortalecer a queda dos índices de poluição, registrada em diversos países desde o início da pandemia. Entre os benefícios, estão também os econômicos — tanto de tempo quanto de dinheiro.

O presidente da Fundação Municipal de Esportes (FME), Fábio Coboski, tem acompanhado o cenário e acredita que este movimento deve continuar:

Realmente, teve um boom de pessoas investindo em equipamentos e bicicletas, inclusive bicicletas caras. Nesse panorama, mesmo voltando as academias, vai ter muita gente não indo para a academia, pelo investimento que fez. A pessoa vai acabar ficando presa nessa questão do ciclismo por um período grande. Isso é interessante, pois é ao ar livre, não aglomera. É uma tendência que eu acredito que realmente veio para ficar, vai perdurar por um bom tempo.




Fonte: Matheus Berriel | Folha 1

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