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sábado, 19 de outubro de 2019

'Provavelmente, eles estavam sem a máscara', diz comandante do Corpo de Bombeiros sobre morte de militares

Foto: Marcos Ramos / Agência O Globo
O coronel Roberto Robadey, comandante geral do Corpo de Bombeiros, disse na tarde deste sábado, durante o enterro do sargento Geraldo Alves Ribeiro, no Caju, que vão investigar com rigor se os bombeiros estavam usando a máscara durante o incêndio que ocorreu na Quatro por Quatro, nesta sexta-feira.

- Todos estavam com a máscara. Vamos apurar se eles estavam com ela colocada no rosto. Pelo fato de terem as vias aéreas queimadas, provavelmente, para chegar nesse ponto, eles estavam sem o equipamento em algum momento. Isso será objeto da apuração mais para frente - afirmou o comandante, que prefere não emitir opinião sobre a possibilidade de erro no equipamento ou de procedimento dos bombeiros: - Temos os melhores equipamentos, máscaras novas que chegaram há pouco tempo. Estávamos lá com o que há de melhor para esse tipo de serviço. Acreditávamos que as condições eram ideiais para que nada acontecesse, mas aconteceu. Muito estranho três bombeirtos morrerem nessas condições. Por isso, vamos apurar com rigor para tentar entender o que houve e não se repetir.
Foto: Marcos Ramos / Agência O Globo
Robadey estava acompanhado do vice-governador, Cláudio Castro, já que o governador Wilson Witzel está em um compromisso em Florianópolis.

- É uma tragédia. A gente tem total condição e consciência que hoje o Corpo de Bombeiros tem os melhores equipamentos do mundo, tudo que é de mais moderno a corporação do Rio de Janeiro utiliza. Já foi aberto uma sindicância pelo comandante geral para que se entenda qual foi a situação para que essa tragédia tenha acontecido. Qualquer coisa antes de sair o resultado da sindicândia é suposição - garantiu Castro, que não acredita em erro de procedimento dos militares: - Se fosse um bombeiro, poderia ter errado o protocolo. Mas quatro ou cinco errarem, não é comum. É uma coisa que tem ser investigada.

O vice-governador ainda citou o incêndio do Hospital Badim, no Macaranã, em setembro, como exemplo de protocolo bem administrado.

- Lá, os bombeiros estavam usando os mesmos equipamentos e nenhum se machucou. O protocolo do bombeiro é impecável. Portanto, tem que passar por uma grande investigação para entender o motivo dessa tragédia - ratificou Castro, pontuando que desde 2010 não se tinha morte de bombeiro em incêndio.

Segundo o ele, todo o apoio está sendo dado aos familiares das vítimas.

- Estamos todos consternados e dando apoio às famílias para que se sintam acolhidas. A Secretaria de Vitimados está dando suporte, a diretoria dos Direitos Humanos dos bombeiros também - afirmou o vice-governador.








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