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quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Campos tem o 4º maior índice de infestação do Aedes aegypti do estado

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Apesar da redução de 4,4% para 2,8% no índice do Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa), Campos é o quarto município do estado do Rio de Janeiro com maior número de focos do mosquito, que é transmissor da chikungunya, dengue e zika. No último estudo apresentado em maio, a cidade ocupava a segunda colocação. Segundo o boletim epidemiológico da subsecretaria de Vigilância em Saúde do Estado, divulgado nessa terça-feira (10), São José de Ubá, no Noroeste Fluminense, lidera a lista com o índice em 16,3%. Na região, apenas Cambuci faz parte do grupo de 19 cidades que zeraram o levantamento. O número de casos de chikungunya no estado cresceu 125% em relação ao ano passado e teve 41 óbitos notificados. Em Campos, mais de 7 mil diagnósticos da doença foram realizados até agosto deste ano. No Brasil, maior incidência continua a ser de dengue, que teve quase 1,5 milhão de registros, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (11).

De acordo com o estudo, elaborado a partir dos dados recolhidos no período de 4 a 10 de agosto deste ano, a persistência de estratos em risco aponta a fragilidade na cobertura ou na qualidade do trabalho realizado pelos municípios na visita domiciliar. “Considerando o trabalho realizado no ano anterior, não era para ocorrer estratos em alto risco e os índices de infestação deveriam estar bem mais próximos de 1%”, conclui.

Campos apresentou 18 estratos, 3 deles foram considerados satisfatórios, 11 em alerta e 4 de risco. Os outros dois municípios que apresentaram os maiores Índices de Infestação Predial, além de São José de Ubá e Campos, são Paracambi (10,2%) e Iguaba Grande (7,1%).

O estudo aponta que 60,5% dos criadouros encontrados no Norte Fluminense estavam em residências ou quintais e estabelecimentos comercial, em depósitos móveis, como vasos e frascos com água, prato, garrafas, pingadeira, recipientes de degelo em geladeiras, bebedouros em geral, entre outros. “Para esse tipo de depósito, as soluções são de responsabilidade dos ocupantes do imóvel, pois requerem ações cotidianas de inspeção dos seus ambientes, para eliminação de possíveis criadouros do mosquito”, alerta o documento.

Em nota, a Vigilância em Saúde do município de São José de Ubá afirmou que atualmente está intensificando as ações de visitas com os agentes de endemia e a situação encontra-se normalizada. O município afirmou, ainda, que, de 194 imóveis vistoriados, apenas em 2 foram encontrados focos.

A Prefeitura de Campos  afirmou que, através do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), segue traçando estratégias de ação para combate do mosquito Aedes aegypti e mutirões são programados em diversos pontos da cidade, principalmente, nos locais onde é maior o índice de infestação. "O CCZ ressalta que a maior parte dos focos do mosquito encontrada durante o Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) está dentro de residências habitadas e em quintais, por isso, é fundamental a participação da população reforçando as ações do poder público", completa. Em nota, acrescentou, ainda, a ação dos mutirões e do carro fumacê.

Número de casos - A Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou que, de 1º de janeiro a 10 de setembro de 2019, foram notificados 79.425 casos de chikungunya, 1.515 de zika, e 31.047 de dengue. No mesmo período do ano passado, foram 35.272, 2.242 e 13.115, respectivamente. Neste ano, foram registrados 7.141 casos de chikungunya em Campos. No mesmo período, foram registrados 13 casos confirmados de dengue e nenhum caso de zika foi registrado no município.

No país, foram registrados 1.439.471 casos de dengue em todo país do dia 30 de Dezembro de 2018 até 24 de Agosto deste ano, segundo informações do Ministério da Saúde. A média é 6.074 casos por dia e representa um aumento de 599,5%, na comparação com 2018. No ano passado, o período somou 205.791 notificações.




Folha 1

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