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Surto de influenza gera aumento da demanda de até 200% em UPAs do RJ, diz secretário

 

Alexandre Chieppe afirmou que o governo está monitorando situação nas UPAs. Secretário destacou que RJ vai seguir protocolo determinado pelo Ministério da Saúde sobre restrição de viajantes na variante ômicron.

O surto de influenza no Rio de Janeiro gerou um aumento de até 200% na procura pelas Unidades de Pronto Atendimento da Secretaria Estadual de Saúde, segundo o secretário Alexandre Chieppe. Ele destacou que, em alguns casos, a lotação de unidades não foi causada pela falta de profissionais, mas por um aumento da demanda da população.

“O que a gente está vendo na maioria das UPAs estaduais é um aumento de demanda que chega a 200%. Alguns locais estão chegando a fazer 800 atendimentos por dia”, destacou o secretário.

Em entrevista ao Bom Dia Rio na manhã desta terça-feira (30), Alexandre Chieppe afirmou que a secretaria está monitorando a situação nas UPAs e que, em alguns casos, a espera dos pacientes chegou a seis horas, o que obrigou a solicitação de equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para reforçar o efetivo de profissionais de saúde. Pacientes reclamaram de longas filas em UPAs em vários pontos da Zona Sul da cidade.

O secretário destacou que recomenda que a população não se automedique e que procure atendimento. E ressaltou que a maioria dos casos é leve.

Reforço em vacinas

Chieppe afirmou que pediu ao Ministério da Saúde um reforço na quantidade de vacinas contra a gripe para o Estado do Rio de Janeiro e que a vacinação da população contra a gripe é uma das maneiras de controlar o problema.

“Avançar na vacinação de gripe, principalmente no grupo com maior risco de complicação. Esse é um surto atípico, fora da época do ano. É a primeira vez que temos um surto de influenza nesta época do ano. A tendência, com o aumento das temperaturas, que a gente diminua o número de casos de doenças respiratórias. Mas é manter as medidas de precaução. O uso da máscara pode também ter uma importância na contenção deste surto”, disse o secretário.

Ômicron

Sobre a variante ômicron da Covid, o secretário destacou que o Rio de Janeiro vai seguir o protocolo determinado pelo Ministério da Saúde sobre restrição de viajantes, mas considera muito difícil evitar a entrada da cepa. Ele acredita que o reforço na vacinação vai evitar um agravamento na situação, já que o estado registrou risco muito baixo para a doença pela primeira vez desde o começo da pandemia.

“O Brasil adotou algumas medidas sobre a restrição de voos de entrada de estrangeiros de alguns países mas, por outro lado, a variante já foi identificada em alguns países da europa e com uma possível transmissão que a gente chama de autóctone, transmissão local. É avançar o mais rápido possível na vacinação no país. Eu diria que é a principal estratégia para a gente se preparar para a entrada, que a gente vai ter que conviver. Mas aumentando a cobertura vacinal a gente vai estar mais protegido”, disse Chieppe.

Na segunda, o governador Cláudio Castro (PSC) ressaltou que o Rio é uma das principais portas de entrada de viajantes no Brasil.

“O meu estado é o primeiro a ser impactado por qualquer cepa, principalmente as que vem da Europa. Então temos que estar bem preparados para isso”, afirmou o governador.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), destacou que a cidade está pronta para sediar os principais eventos previstos para 2022, mas não nega a possibilidade de cancelamento, caso a situação se agrave.

“Eu garanto que o Rio está pronto para realizar os principais eventos de 2022, que são muito importantes para a nossa cultura, a nossa economia e a vida da nossa cidade. Ainda assim, eu quero lembrar que ter planejamento para um evento não significa, necessariamente, que ele vai ser realizado. Afinal, é plenamente possível cancelar o que foi planejado. Mas a gente está fazendo o dever de casa e na torcida para que o cenário favorável que a gente tem hoje se mantenha e seja até melhor nas próximas semanas e meses”, afirmou Paes.

Monitoramento precoce

Alexandre Chieppe ressaltou que o estado está pronto para a identificação e monitoramento de casos suspeitos e que esta capacidade é fundamental para evitar um possível agravamento da situação.

“Nós temos uma capacidade muito grande de monitoramento de diversas cepas. Hoje fazemos de 800 a mil sequenciamentos genéticos por mês. Hoje estamos muito concentrados em qualquer estrangeiro que chegue ao Rio de Janeiro com sinais de sintomas. Essa amostra será imediatamente sequenciada para podermos captar o mais precoce possível qualquer caso e entender o comportamento desta cepa. Isso é fundamental, pois quanto mais precoce a gente identifica, maior a nossa possibilidade de bloquear esta entrada e a circulação”, afirmou Chieppe.








Fonte: Bom Dia Rio | G1

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