Executivos de Twitter, Google e Facebook são interrogados no Senado dos EUA - CMN - Campos Magazine News

News

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Executivos de Twitter, Google e Facebook são interrogados no Senado dos EUA

Mark Zuckerberg (Facebook), Jack Dorsey (Twitter) e Sundar Pichai (Google) defenderam lei que protege as empresas por conteúdos publicados por terceiros. Senadores reprovaram maneira como as empresas moderam conteúdo nas plataformas.

Foto: Jose Luis Magana, LM Otero, Jens Meyer/AP Photo

Os presidentes-executivos de Facebook, Twitter e Google participaram de uma audiência no Senado dos Estados Unidos nesta quarta-feita (28). Durante quase 4 horas, os líderes das gigantes da tecnologia foram sabatinados e se defenderam de acusações.


Os parlamentares questionaram a maneira como as empresas moderam os conteúdos de suas plataformas, além de debaterem uma reforma na atual lei que protege as empresas da responsabilidade sobre o que é publicado por seus usuários; a chamada "Seção 230".


Mark Zuckerberg (Facebook), Jack Dorsey (Twitter) e Sundar Pichai (Alphabet, a dona do Google) participam dos depoimentos de maneira remota. Eles defenderam a lei como uma maneira de garantir a livre expressão na internet.


Acusações iniciais


Em seus comentários iniciais, o senador Wicker disse que o escudo de responsabilidade protegeu as empresas de "processos judiciais potencialmente danosos".


"Mas também deu a essas plataformas de internet a capacidade de controlar, sufocar e até censurar conteúdo de qualquer maneira que atenda aos seus respectivos padrões. Chegou a hora de esse passe livre acabar", disse Wicker.


O senador também criticou a decisão das empresas de bloquear histórias do "New York Post" que faziam afirmações sobre o filho do candidato democrata à presidência Joe Biden.


"É importante notar que a aversão do Twitter e do Facebook a materiais hackeados nem sempre foi tão rigorosa. Por exemplo, quando as declarações de impostos do presidente vazaram ilegalmente, nenhuma das empresas agiu para restringir o acesso a essas informações", disse ele.


Senador acusa Twitter de censura


As discussões sobre alterações na "Seção 230" deram lugar, em muitos momentos, a discussões sobre um suposto "viés anti-conservador" das redes sociais.


O senador republicano Ted Cruz voltou ao tema da restrição de compartilhamento da matéria do "New York Post", direcionando a questão ao presidente-executivo do Twitter, Jack Dorsey. O Facebook também restringiu o conteúdo em sua plataforma.


Para o parlamentar, as gigantes de tecnologia representam "coletivamente a maior ameaça à liberdade de expressão na América, e a maior ameaça que temos para eleições livres".


O presidente do Twitter respondeu que a rede social reviu a sua decisão de bloquear o jornal americano, e negou que sua plataforma tenha o poder de impactar em eleições, com a justificativa de que as pessoas têm outras opções de redes sociais.


Defesa da 'Seção 230'


A audiência no Comitê do Comércio do Senado dá aos senadores a oportunidade interrogar os executivos das redes sociais uma semana antes das eleições para a presidência, e pode estabelecer as bases para a reforma da polêmica lei conhecida como "Seção 230".


"Graças à Seção 230, as pessoas têm a liberdade de usar a internet para se expressar. Acreditamos em dar voz às pessoas, inclusive quando isto significar defender os direitos de pessoas com as quais não concordamos", defendeu Zuckerberg, antes da audiência.


Dorsey, por sua vez, afirmou em suas declarações preparadas para o Senado, que a Seção 230, como redigida atualmente, proporciona aos serviços online flexibilidade para eliminar o "discurso de ódio" e qualquer outro conteúdo inadequado, e que a lei sustenta o mundo das redes sociais, onde qualquer um pode publicar comentários.


"Erodir os cimentos da Seção 230 pode fazer colapsar a forma como nos comunicamos na internet, deixando apenas um pequeno grupo de companhias de tecnologia gigantes e bem financiadas", disse Dorsey.


"Socavar a Seção 230 resultará em uma eliminação maior do discurso online e imporá graves limitações à nossa capacidade coletiva de abordar o conteúdo nocivo e proteger as pessoas online", advertiu.








Por G1

Nenhum comentário:

Postar um comentário