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quarta-feira, 1 de abril de 2020

Golpes por SMS sobre auxílio de R$ 600 já afetaram mais de 4 milhões

Especialistas orientam sobre como reconhecer e fugir de fraudes

Criminosos têm se aproveitado da crise gerada pela pandemia do novo coronavírus para fazer mais vítimas de golpes virtuais. O principal deles se utiliza do auxílio de R$ 600, aprovado na segunda-feira (30) pelo Senado. Por meio de mensagens compartilhadas pelo WhatsApp, os golpistas enviam links maliciosos que, ao ser acessados, podem roubar dados das vítimas.

Segundo o laboratório de segurança digital da PSafe, mais de 4,5 milhões de brasileiros já acessaram esses links sobre o " coronavoucher ".

O número de vítimas aumentou mais de quatro vezes em uma semana. No último dia 24, esse golpe tinha atingido cerca de um milhão de brasileiros. Na ocasião, o governo federal havia anunciado que pagaria aos trabalhadores informais um voucher no valor de R$ 200.

O projeto foi aprovado na segunda, 30, pelo Senado, e sancionado nesta quarta-feira (01) pelo presidente Jair Bolsonaro. 

Como funciona o golpe

Os usuários recebem, por meio de aplicativos como o WhatsApp, uma mensagem sobre o auxílio de R$ 600 pedindo para que acessem um link e preencham um formulário para que então tenham direito ao saque. Essas mensagens podem ter sido enviadas por parentes ou amigos, que compartilham sem saber que se trata de um golpe.

A PSafe informou que existem diversos links por onde este ataque está sendo disseminado.

Grande parte dos links maliciosos têm o objetivo de roubar dados pessoais e financeiros das vítimas ou levá-las a páginas falsas para visualizar publicidades excessivas.

Saiba como evitar as fraudes

  • Evite clicar em links de mensagens que ofereçam brindes, prêmios ou benefícios;
  • Desconfie de informações sensacionalistas ou ofertas muito vantajosas e busque fontes confiáveis;
  • No caso de mensagens que tratam de assuntos governamentais, como benefícios sociais e questões de saúde pública, busque a informação em sites oficiais, como do Ministério da Economia e do Ministério da Saúde;
  • Não compartilhe mensagens sem antes verificar se a informação é verídica e se os links são seguros; e
  • Utilize soluções de segurança no celular que oferecem a função de detecção automática de 'phishing' (roubo de dados) em aplicativos de mensagem e redes sociais.



Fonte: economia.ig

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