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quinta-feira, 2 de abril de 2020

Brasil ruma para ‘tempestade perfeita’ em meio a pandemia com surto de dengue e influenza

Abril teria sido um mês ocupado para os hospitais brasileiros, de qualquer modo: enquanto a população ainda enfrenta o vírus da dengue, a estação da gripe vai começar a se manifestar. Em 2020, porém, o sistema de saúde nacional promete encarar uma “tempestade perfeita”, de acordo com o secretário nacional de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira.

Vamos ter o coronavírus, que é novo, vamos ter a influenza [nome científico da gripe], que é rotina todo ano, e também vamos ter o pico da dengue”, declarou à imprensa no fim de março. O Ministério da Saúde identificou mais de 7.900 infecções com o novo coronavírus e pelo menos 299 mortes até a tarde desta quinta-feira (02/04).

A pandemia coincide com 440 mil novos casos de suspeita de dengue, quase o dobro do que viu o Brasil no mesmo período em 2019. Embora a moléstia causada por um vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti não seja tão fatal quanto a covid-19, ela é muito difundida em áreas tropicais e requer cuidados médicos consideráveis.

Segundo Gulnar Azevedo e Silva, epidemiologista e pesquisador da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), “o maior desafio é tratar esses casos crescentes [de coronavírus], além dos velhos problemas, num sistema que já está sobrecarregado devido ao corte progressivo de financiamento”.

Com o coronavírus se alastrando pelo país, os recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) estão se tornando cada vez mais escassos. Mesmo nos estágios iniciais, alguns profissionais de saúde já se queixavam de não ter acesso a sabão, toalhas de papel ou máscaras. Os hospitais estatais talvez tenham que tomar emprestadas camas de unidades de tratamento intensivo do setor privado para cobrir a demanda, à medida que o vírus avança, aponta Azevedo e Silva.

O Ministério da Saúde calcula que o SUS precisará de 10 bilhões de reais adicionais para enfrentar a pandemia. "É importantíssimo garantir o isolamento social agora", apela a epidemiologista, "porque teremos uma diminuição de casos necessitando de atendimento hospitalar e teremos mais condições de cuidar deles."





Com informações do Terra



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