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segunda-feira, 23 de março de 2020

Campos tem 3º maior índice de infestação de Aedes aegypti do estado

Reprodução
Campos aparece como o município com o terceiro maior número de focos do mosquito Aedes aegypti no relatório estadual do Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), realizado a partir de dados colhidos no mês de fevereiro de 2020, atrás apenas de Teresópolis e Três Rios, ambas na região Serrana. 

São João da Barra, São Francisco de Itabapoana, São Fidélis, Macaé e Itaocara estão em situação de alerta. O documento indica, ainda, que a maior parte do Noroeste Fluminense não realizou o estudo por causa das chuvas ocorridas neste verão. Em 2019, mais de 7,7 mil pessoas foram diagnosticadas em Campos e 64 morreram no estado do Rio de Janeiro com Chikungunya, uma das doenças transmitidas pelo mosquito.

Mais um vez, o relatório aponta que os criadouros são encontrados na maioria das vezes - 86,9% - dentro de residências e estabelecimentos comerciais, entre eles, em depósitos móveis, como vasos com água, prato, garrafas, pingadeira, recipientes de degelo emi geladeiras, bebedouros em geral, pequenas fontes ornamentais, materiais em depósitos de construção e objetos religiosos. “Para esse tipo de depósito as soluções são de responsabilidade dos ocupantes do imóvel, pois requerem ações cotidianas de inspeção dos seus ambientes, para eliminação de possíveis criadouros do mosquito”, completa o documento.

Com índice 5%, Campos é considerada de alto risco para ocorrência de doenças transmitidas pelo mosquito, com a Chikungunya, que, em 2019, foi diagnosticada em 7.720 pessoas no município. O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) informou, no início do mês, que iniciou em fevereiro o primeiro ciclo de mutirões em 2020 para o combate ao mosquito Aedes aegypti — transmissor de doenças como a dengue, zika e chikungunya. O cronograma de ações segue até o dia 31 de março e percorre 39 bairros e localidades. A praia de Farol de São Thomé foi a primeira a receber as ações.

Sem dados - A ocorrência de fortes chuvas nos meses de janeiro e fevereiro de 2020, principalmente na Região Noroeste Fluminense, onde causaram grandes estragos na estrutura urbana, impossibilitando 12, dos 14 municípios da região, de realizarem este levantamento, são eles: Aperibé, Bom Jesus de Itabapoana, Cardoso Moreira, Italva, Itaperuna, Laje do Muriaé, Miracema, Natividade, Porciúncula, Santo Antônio de Pádua, São José de Ubá e Varre-Sai.

As cidades que entregaram os resultados foram Cambuci, que apresentou índice satisfatório, e Itaocara, que tem valor considerado de alerta. “É importante registrar que o volume de chuvas e a temperatura elevada influenciam diretamente no aumento da população de mosquitos”, ressalto o relatório.





Fonte: Folha 1

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