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quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Funcionários de hospitais filantrópicos e da rede contratualizada entram em estado de greve

Assembleia aconteceu na noite desta quarta-feira (23), no Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde

Cerca de 60 funcionários de alguns dos principais hospitais filantrópicos e da rede contratualizada de Campos votaram pela entrada da categoria em estado de greve, em assembleia ocorrida na noite desta quarta-feira (23), na sede do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde (SES), no Parque Julião Nogueira.

O estado de greve indica a possibilidade de paralisação de funcionários em unidades como a Santa Casa de Misericórdia, o Hospital Beneficência Portuguesa, o Hospital Escola Álvaro Alvim e o Hospital Plantadores de Cana, que reivindicam à Prefeitura o repasse de R$ 15 milhões referentes à complementação de serviços prestados nos meses de julho, agosto e setembro pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com as unidades de saúde, o valor recebido pelos atendimentos é tabelado pelo Governo Federal e não sofre reajuste há 25 anos. Para corrigir as distorções, a Prefeitura paga, desde 2002, complementação média de 50% do valor dos procedimentos. O município, porém, deseja rever esse percentual.

Ainda segundo os hospitais, o não repasse das verbas ocasiona atraso no pagamento de salários e direitos trabalhistas — como 13º, férias e depósito patronal do FGTS — a cerca de dois mil funcionários e pode resultar na suspensão da prestação de atendimentos gratuitos à comunidade.

O caso foi levado, nesta segunda-feira (21), ao conhecimento do Ministério Público Estadual (MPE).

Uma reunião com representantes dos hospitais e da Prefeitura foi marcada pelo MPE para a tarde desta sexta-feira (25), para tentar estabelecer um cronograma de pagamentos. Já o SES, volta a se reunir na próxima terça-feira (29), para rediscutir a possibilidade de greve.

O Sindicato dos Hospitais, Clínicas, Casas de Saúde e Estabelecimentos de Serviços de Saúde da Região Norte Fluminense (Sindhnorte), que representa os hospitais, emitiu nota afirmando que “a falta de pagamento, tem levado os hospitais filantrópicos e outras instituições de saúde a grave crise financeira e consequentemente a atrasos nos pagamentos de salários e outras obrigações”, completando: “Esperamos que haja por parte da prefeitura sensibilidade e prioridade nos pagamentos deste atrasados”.






Jornal Terceira Via

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