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quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Vítimas de calote de empresa de turismo fazem mutirão para registrar queixa na delegacia de Macaé

Segundo a Polícia Civil, um inquérito foi instaurado para apurar os fatos e os casos das pessoas que foram lesadas pela empresa estão sendo registrados. 
Reprodução
Cerca de 100 pessoas que foram lesadas pela empresa Daysla Turismo, em Macaé, retornaram à 123ª Delegacia Policial, na manhã desta terça-feira (29), algumas para conversarem com o delegado responsável pelo caso, outras para registrarem ocorrência contra a empresa.

Segundo a denúncia, eles pagaram por excursões para o parque Beto Carrero, em Santa Catarina, e para o Parque da Mônica, em São Paulo, mas os passeios não aconteceram, pois os donos da empresa teriam desaparecido com o dinheiro pago pelas vítimas. Em média 300 pessoas foram prejudicadas, mas nem todas procuraram a polícia.

As vítimas registraram boletins de ocorrência para recorrerem à Justiça e buscarem o ressarcimento. Também apresentaram documentos e recibos que, podem ser usados como provas contra a empresa.

Cecília está desempregada e investiu todas as suas economias para viajar com a filha e o sobrinho. “Não sei nem o que falar. Eu ia viajar com minha filha de 14 anos, e com meu afilhado de 13. Minha ficha ainda não caiu. Pelo o que estou vendo, não tenho esperanças de recuperar o que perdi. Espero a misericórdia de Deus, porque essa sim, nunca falha. Perdi tudo que tinha na minha poupança. R$550,00. Sou faxineira, estou desempregada. Tirei minha economia, para levar minha filha”, disse.

A agência que fechou as viagens era conhecida de muitos passageiros, que já haviam utilizado seus serviços.  Há dois anos situada em uma galeria, localizada na Rua Júlio Olivier, no Centro de Macaé, a Daysla vendia pacotes de viagens por preços abaixo da média.

A empresa divulgou uma nota em que afirma que os donos da agência não são estelionatários, pois não possuem nenhum tipo de bem.A agência diz também que os donos da agência sofreram ameaças de morte, inclusive de pessoas armadas, e que, por isso, estão escondidos em Macaé, buscando formas de se proteger. E, ainda, que os donos tiveram a casa saqueada.

Segundo a Polícia Civil, um inquérito foi instaurado para apurar o fato e os casos das pessoas que foram lesadas pela empresa estão sendo registrados. A estimativa é de que a Daysla Turismo tenha dado um calote de cerca de R$ 300 mil aos seus clientes.








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