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sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Carla Visi fala sobre seu câncer de mama: “Tenho fé em dias melhores”

Reprodução | Bem Mais Mulher
Sempre otimista e com um sorriso estampado no rosto. É assim que Carla Visi, ex-vocalista da banda Cheiro de Amor, está enfrentando o câncer de mama, descoberto em abril deste ano. Durante um autoexame, que ela realizava frequentemente, acabou percebendo que estava com uma bolinha na mama direita. “Além de manter uma vida saudável, sempre fico atenta aos sinais do meu corpo”, contou ela em entrevista ao Minha Vida.

Na consulta com o ginecologista, ela recebeu o pedido para realizar uma ultrassonografia de mama e foi encaminhada ao mastologista. “Fiz a punção dia 10 de abril e recebi o diagnóstico no dia 19 de abril. Cheguei no consultório cheia de fé e esperança que não seria nada grave, tanto que fui para consulta sozinha. O meu mastologista foi supersincero e imediatamente compartilhou o resultado com uma colega oncologista especialista em mama que me recebeu logo em seguida”, relembra.

O diagnóstico e o tratamento

“De imediato fiquei um tanto atordoada. Pensei na minha filha, nas pessoas que amo, pensei nos compromissos profissionais, shows, palestras e cantorias nas casas espíritas. Então, dentro da clínica agradeci pelo rápido diagnóstico e a oportunidade de me curar. No dia 20 de maio em uma cirurgia foi retirado um carcinoma ductal de 1,4 cm da mama direita”, relembra.

Pelas características do câncer de Carla, a cirurgia foi preservativa, onde apenas o nódulo foi retirado. “O pós-cirúrgico foi maravilhoso, tive ótima recuperação, consegui trabalhar bastante e ainda viajei de férias com minha filha. Mas quando começou o tratamento tudo mudou”, relata a cantora.

“O tratamento preventivo segue um protocolo de algumas sessões de quimioterapia, radioterapia e hormonioterapia. Por ter um organismo muito sensível a medicamentos, o primeiro e único ciclo de quimioterapia foi devastador, ao ponto de causar além de dores em todos os ossos, ter queda de boa parte dos cabelos, mesmo com o uso da crioterapia ou touca gelada”, conta.

Adepta de um estilo de vida muito saudável, Carla afirma que o tratamento com medicamentos fortes foi o que mais afetou sua qualidade de vida: “Basta imaginar uma pessoa alérgica à penicilina, AAS, dipirona, norfloxacino, diclofenaco e outros medicamentos, que mantém uma alimentação saudável sem carnes vermelhas e refrigerantes há mais de 30 anos, adepta às terapias ‘alternativas’ em sintonia com o corpo, mente, alma e meio ambiente, praticante de yoga e outras atividades, espiritualizada e feliz, tendo que se submeter a tratamentos tão agressivos. O mais difícil para mim é a necessidade de tomar tantos medicamentos com tantas implicações colaterais”.

“Tenho muita fé em dias melhores”

A luta contra a doença mudou a forma como Carla encara o mundo: “Estou aproveitando esse período de tratamento para fazer reflexões mais profundas sobre o passado buscando me perdoar e perdoar pessoas, vivendo o presente como oportunidade para me amar e amar o próximo e construindo um futuro sem expectativas, mas cheio de motivação”.

Porém, ela nunca sentiu medo e sempre se manteve positiva em cada etapa desse processo. “Em nenhum momento me senti ameaçada pela doença pois sabia que após a cirurgia estaria curada. Tenho muita fé em dias melhores e acredito que todos nós temos uma missão a cumprir”, destaca ela.

Tratando e vivendo

A rotina de tratamento pode mudar e muito o dia a dia do paciente e muitas vezes até fazer com que a pessoa não consiga mais tirar o foco da doença. Carla afirma, entretanto, que sua família foi fundamental para que isso não acontecesse e para que ela mantivesse algumas de suas atividades preferidas. “Quando você tem filhos, família, amigos, cachorro, é impossível pensar apenas no tratamento. Além de ler muito, amo ver filmes em casa e no cinema, fazer yoga, ouvir música e pensar em novos projetos artísticos e socioambientais”, conta.

A parte ruim foi a de ter que deixar a praia de lado por um tempo. “Amo nadar e caminhar a beira mar. Desde 20 de maio, não nado e não me exponho ao sol por muito tempo. Também preciso adequar a minha vida aos compromissos médicos: consultas, exames, quimioterapia, radioterapia, etc”, lembra ela.

Conselhos para quem está na batalha contra o câncer de mama

“Gostaria de manifestar a minha GRATIDÃO a todas a pessoas que deixaram seu carinho nas redes sociais, me enviaram mensagens de apoio e que estão orando e vibrando por minha cura completa. Não há nada mais precioso e mais forte que uma corrente do bem, uma corrente de amor”, diz ela para todos os seguidores, fãs e pessoas que a apoiam nessa recuperação.

“Nunca perca a fé. Nenhuma doença é maior que a nossa essência. Todos nós temos problemas, a diferença está na maneira como lidamos com cada obstáculo. Vamos usar as pedras do caminho para construir degraus pois assim evoluímos”, finaliza.







Por Bem Mais Mulher

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