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sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Botijões de gás não estão prontos para venda fracionada, diz presidente do Sindigás

Enchimento fracionado está em estudo pela ANP, que diz que medida beneficiaria população de baixa renda. Sindicato afirma que fracionamento oferece riscos à segurança.

O presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liqüefeito de Petróleo (Sindigás), Sérgio Bandeira de Mello, criticou a proposta da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) de permitir a venda fracionada de gás de cozinha. Segundo ele, os botijões brasileiros não estão preparados para o fracionamento.

Em julho, o diretor-geral da ANP, Décio Oddone, afirmou que a agência estudava permitir a venda fracionada de gás de cozinha aos consumidores. De acordo com Oddone, a proposta impactaria principalmente as famílias de baixa renda que não tem recursos para comprar um botijão completo de gás.

 “Os 120 milhões de botijões brasileiros não estão preparados para o enchimento fracionado. A substituição seria por botijões de 50% a 120% mais caros. Se a questão for social, você teria problemas”, disse Sérgio Bandeira de Mello durante seminário sobre energia promovido pelo Ministério da Economia.

O presidente do Sindigás também criticou o impacto social da medida e afirmou que o fracionamento oferece riscos à segurança. Durante sua participação no seminário, citou acidentes ocorridos durante a venda fracionada de gás em outros países.

“Com relação às famílias de baixa renda, que vão comprar GLP se puderem comprar fracionado, desculpa, não vão comprar. Vão comprar arroz e feijão e vão catar lenha”, disse o presidente do sindicato.

Durante sua apresentação, Décio Oddone afirmou que a agência jamais disse que o fracionamento ocorreria com os atuais botijões e que o fracionamento já é feito em botijões maiores.

Ele afirmou ainda que não haveria diferença de fazer isso com os botijões de 13 quilos.

“Em nenhum momento foi colocado que nossa opinião é enchimento fracionado dos atuais botijões sem respeitar regras de segurança. Parece que essa é a questão em discussão. [Se for] fica desqualificando o debate, vamos debater a sério”, criticou.




Fonte: G1

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