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terça-feira, 23 de abril de 2019

Bacia de Campos monitorada por satélite

A Petrobras assinou contrato com a empresa aeroespacial Telespazio Brasil, subsidiária da empresa italiana Leonardo, para o monitoramento via satélite dos campos de produção na Bacia de Campos.
Reprodução
A atividade tem o objetivo de detectar eventuais vazamentos de óleo resultantes das operações de exploração e produção. O anúncio foi divulgado antes de uma feira de defesa e segurança no Rio de Janeiro. Os 14 meses de contrato incluem a aquisição de uma média de 150 imagens por mês da constelação de satélites Cosmo-SkyMed, sistema mais avançado de radar de observação da Terra, assim como o fornecimento de serviços técnicos especializados 24 horas por dia.

Mais de 50 plataformas de petróleo operando na Bacia de Campos serão monitoradas pelos satélites, que são capazes de prover informações dia e noite sob quaisquer condições climáticas com alta frequência de revisita, garantindo a cobertura de toda a área do projeto, incluindo 40 pontos críticos, a cada 48 horas. Os satélites já são utilizados no Brasil para monitorar o desmatamento na Amazônia.

A contratação foi elogiada pelo ambientalista e oceanógrafo David Zee em entrevista ao site especializado Sputnik. “Essa é uma ação muito interessante e saudável, e realmente dá uma transparência maior para as informações de vazamento de óleo”, destaca o especialista. “Sem dúvida, a principal interessada é a Petrobras, mas acho que, dentro de um programa de compliance socioambiental, é muito importante que ela disponibilize essa informação em tempo real, onde a sociedade possa também ter acesso”.

Para David Zee, esse acompanhamento é fundamental para o controle e a contenção de danos de possíveis vazamentos na região. “Isso é muito importante porque, nas primeiras 24 horas de um vazamento, se perdem aproximadamente 30% do volume de substâncias voláteis. Ou seja, existe uma grande perda para a atmosfera, e quanto mais rápida for a ação de socorro mais rapidamente se contém e se evita o espalhamento desse óleo”, explicou


Folha 1

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