“Durante esse tempo de suspensão, a empresa continuou produzindo, mas o limite de estoque esgotou. Com isso, a usina não pode mais operar, já que não há onde estocar os produtos. Se isso não for resolvido de imediato, corre o risco de a empresa ter que fazer demissão em massa”, explicou o gerente agrícola da Canabrava, Edilásio Manhães Tavares.
Ainda de acordo com o gerente agrícola, atualmente a Canabrava possui cerca de 1.500 funcionários contratados de forma direta e outros cerca de três mil colaboradores indiretos.
“Nosso temor é ficar desempregado. Essa situação também representa um grande problema para os fornecedores, já que há a possibilidade da cana não ser processada por causa da suspensão da moagem”, pontuou Edilásio.
Os manifestantes usaram pneus e galhos de árvores queimados para impedir a passagem de veículos na rodovia, e também nos acessos aos bairros do distrito de Travessão. Carretas lotadas de cana fecharam diversos acessos ao distrito; houve congestionamento. O trânsito foi restabelecido por volta das 16h40.
Posicionamento da empresa
De acordo com a assessoria do diretor da Usina Canabrava, Rodrigo Oliveira, a suspensão da inscrição estadual impede que a empresa emita nota fiscal.
“Nestes 60 dias, nós mantivemos a produção fabril até quinta-feira (1). Nossos estoques chegaram ao limite operacional, então suspendemos a moagem. Dentro de todos os prazos que regem a legislação tributária, entramos com um recurso e aguardamos a manifestação da Secretaria de Fazenda. Foi uma atitude arbitrária sem nos dar o direito do contraditório e de defesa. Creio que esse protesto pode dar celeridade ao processo de liberação de inscrição. Sem isto, pode haver um impacto severo na região pelo número de empregados e fornecedores”, informou a assessoria de comunicação.
Fonte: Jornal Terceira Via



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