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Funcionários da Usina Canabrava fecham BR-101 em protesto por suspensão de moagem

 

Foto: Divulgação

Os funcionários e fornecedores da Usina Canabrava fecharam a BR-101, na altura do km 47 da rodovia, que fica no distrito de Travessão de Campos, por volta das 15h desta sexta-feira (2), em protesto pela suspensão da moagem da empresa, o que pode deixar centenas de trabalhadores desempregados, além de representar prejuízos para o setor sucroenergético. O processo fabril foi interrompido porque a inscrição estadual da usina foi suspensa por 60 dias. A manifestação causou retenção de cerca de quatro quilômetros em cada um dos sentidos da rodovia, segundo a Polícia Rodoviária Federal. 

Durante esse tempo de suspensão, a empresa continuou produzindo, mas o limite de estoque esgotou. Com isso, a usina não pode mais operar, já que não há onde estocar os produtos. Se isso não for resolvido de imediato, corre o risco de a empresa ter que fazer demissão em massa”, explicou o gerente agrícola da Canabrava, Edilásio Manhães Tavares.

Ainda de acordo com o gerente agrícola, atualmente a Canabrava possui cerca de 1.500 funcionários contratados de forma direta e outros cerca de três mil colaboradores indiretos.

Nosso temor é ficar desempregado. Essa situação também representa um grande problema para os fornecedores, já que há a possibilidade da cana não ser processada por causa da suspensão da moagem”, pontuou Edilásio.

Os manifestantes usaram pneus e galhos de árvores queimados para impedir a passagem de veículos na rodovia, e também nos acessos aos bairros do distrito de Travessão. Carretas lotadas de cana fecharam diversos acessos ao distrito; houve congestionamento. O trânsito foi restabelecido por volta das 16h40.

Manifestantes interromperam o fluxo de veículos na altura do distrito de 
Travessão de Campos

Posicionamento da empresa

De acordo com a assessoria do diretor da Usina Canabrava, Rodrigo Oliveira, a suspensão da inscrição estadual impede que a empresa emita nota fiscal.

Nestes 60 dias, nós mantivemos a produção fabril até quinta-feira (1). Nossos estoques chegaram ao limite operacional, então suspendemos a moagem. Dentro de todos os prazos que regem a legislação tributária, entramos com um recurso e aguardamos a manifestação da Secretaria de Fazenda. Foi uma atitude arbitrária sem nos dar o direito do contraditório e de defesa. Creio que esse protesto pode dar celeridade ao processo de liberação de inscrição. Sem isto, pode haver um impacto severo na região pelo número de empregados e fornecedores”, informou a assessoria de comunicação.





Fonte: Jornal Terceira Via

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