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sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Mapa indica que 75% da população do RJ está em locais de alto risco para Covid-19, diz governo

 Mapa da Covid classifica Noroeste Fluminense como alto risco

Foto: Divulgação - Governo do RJ

O mapa de risco elaborado pelo governo do Rio mostra que 75% da população do estado — pessoas que moram nas regiões Metropolitana I e II e Noroeste — está em locais considerados de alto risco para o coronavírus (bandeira vermelha). O dado é da Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19 e foi divulgado nesta quinta-feira (10).


Com a mudança, o estado passa a ser classificado com a bandeira laranja, de risco moderado — antes a classificação era de bandeira amarela, de baixo risco


Na edição anterior do mapa, de 27/11, apenas a Região Metropolitana II apresentava alto risco (bandeira vermelha). Já as regiões Metropolitana I, Baía da Ilha Grande e Médio Paraíba tinham risco moderado, com bandeira laranja. O restante do estado estava classificado em baixo risco para a Covid-19 (bandeira amarela).


O estado do Rio registrou, nesta quinta, mais de 100 mortes e 3 mil casos da Covid-19 pelo terceiro dia seguido, segundo balanço divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde. Os altos números vêm sendo uma constante do mês de dezembro. Ao todo, o RJ já registrou 23.546 óbitos e 381.644 casos da Covid-19.


A Região Noroeste foi onde o número de casos teve o aumento mais expressivo: 166,67%.


Na Região Serrana, o aumento do número de óbitos foi de 50%. A taxa de positividade das regiões do estado foi o indicador que mais apontou para a classificação vermelha. Em todas elas, ficou acima de 28,34%. Na Baía da Ilha Grande, chegou a 41,43%, mantendo a região com o maior índice do estado, conforme análise anterior.


A maior taxa de ocupação de leitos de UTI está na Região Noroeste: 86,67%. Nos leitos de enfermaria, a maior ocupação é da Região Metropolitana I, 79,21%. É nela também onde está o menor tempo previsto para esgotamento de leitos de UTI: 9 dias.


Novas medidas para o Rio


Nesta quinta, a Prefeitura do Rio anunciou novas medidas para conter o contágio do novo coronavírus. As regras foram definidas após uma reunião com o prefeito Crivella, o governador Cláudio Castro e os secretários de Saúde municipal e estadual.


O dia em que as medidas entrarão em vigor ainda não foi confirmado.


Confira abaixo o que muda:


  • Escalonamento dos horários de funcionamento da indústria (a partir das 7h); dos serviços (a partir das 9h); e do comércio (a partir das 11h), para evitar aglomeração nos transportes públicos.
  • Proibição de estacionamento na orla nos fins de semana e feriados;
  • Cancelamento das áreas de lazer nas orlas de Copacabana, Ipanema e Leblon e no Aterro do Flamengo aos domingos e feriados (as pistas, portanto, não serão fechadas ao trânsito de veículos);
  • Proibição do uso de áreas comuns de lazer em condomínios, onde não são usadas máscaras, como saunas e piscinas.
  • Permissão para shoppings e Centros Comerciais ficarem abertos 24 horas, para evitar aglomerações nos meios de transporte - essa medida já tinha sido anunciada.


'Medidas são muito insuficientes', diz epidemiologista


Em entrevista ao Bom Dia Rio nesta sexta (11), o epidemiologista e diretor de pesquisa do Hospital do Fundão, Roberto Medronho, disse que as novas medidas são "muito insuficientes" para conter o avanço da doença no estado.


“Nós esperávamos que fossem decretadas medidas um pouco mais avançadas do que essa. A única forma de nós controlarmos a pandemia é com as medidas não-farmacológicas e essas medidas decretadas agora ainda estão muito insuficientes”, disse Medronho.


“A demanda por leitos está crescendo cada vez mais e nós precisamos refletir sobre este comportamento que toda a sociedade está tendo e também os governantes”.


Para o especialista, o escalonamento, apesar de ajudar a conter a doença, não deve resolver o problema.


“O escalonamento que nós pedimos na nossa técnica lançada recentemente é muito bem-vindo. Esta é uma medida objetiva, tendo em vista que nenhum governante conseguiu fazer com o que o transporte público fosse mais, digamos, confortável e menos perigoso para os usuários, entretanto, muito insuficiente”.


Entenda a classificação


Cada bandeira representa um nível de risco e um respectivo conjunto de recomendações de isolamento social, que variam entre as cores roxa (risco muito alto), vermelha (risco alto), laranja (risco moderado), amarela (risco baixo) e verde (risco muito baixo).


Na classificação em bandeira vermelha, além das medidas da bandeira laranja, a recomendação é suspender as atividades econômicas não essenciais; e definir horários diferenciados nos setores econômicos para reduzir aglomerações nos sistemas de transporte público.


A bandeira laranja indica que precisam ser cumpridas todas as medidas de distanciamento social já adotadas na bandeira amarela, além de medidas adicionais, como: suspensão de atividades escolares presenciais; proibição de qualquer evento com aglomeração; adoção de distanciamento social no ambiente de trabalho; avaliação da suspensão de atividades econômicas não essenciais, com limite de acesso e tempo de uso dos clientes; e avaliação da adequação de horários diferenciados nos setores econômicos para reduzir aglomerações nos sistemas de transporte público.















 G1 Rio

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