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quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Sem acordo, greve dos trabalhadores dos Correios continua

Divulgação
Sem previsão de acordo, a greve dos funcionários dos Correios, que iniciou desde o dia 17 de agosto, segue por tempo indeterminado. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares do Rio de Janeiro (Sintect-RJ), a empresa entrou com o pedido de dissídio coletivo, no último dia 25 de agosto, onde a ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Kátia Arruda, chegou a propor a manutenção dos direitos reivindicados pela categoria até o fim da pandemia. Com a rejeição da proposta que ainda previa um projeto de privatização por parte do governo federal, um novo julgamento deverá ser marcado, mas sem data definida. Enquanto isso, os trabalhadores seguem dialogando com a população através de carta aberta. A estimativa de adesão é de 70% do efetivo nacional.

Segundo o Sintect-RJ, em negociação coletiva de 2019, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) arbitrou e definiu por sentença normativa um dissídio coletivo com validade de dois anos, até agosto de 2021. No entanto, a direção da empresa recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu liminar para suspensão de duas cláusulas, sendo uma delas a duração, que passou a ter validade de um ano.

"Nossa reivindicação nada mais é do que a empresa voltar a cumprir o acordo coletivo de dois anos. A empresa retirou dos trabalhadores 70 cláusulas do acordo, dentre elas, licença maternidade que era de 180 dias, auxílio para quem tem filhos com necessidades especiais, seguro de vida, entre outros direitos. Para dialogar com a população falando os motivos da greve e contra a privatização, a categoria tem feito carreatas, distribuição de carta aberta, respeitando o distanciamento devido a pandemia do coronavírus, e ações solidárias com doações de sangue junto aos centros de acolhimento. Nossa adesão é forte, temos cerca de 70% do efetivo nacional na greve", declarou o Sintect-RJ.

Em nota, o Correios informou que "a empresa dá continuidade aos mutirões de tratamento e entrega em todo o país. Com o reforço de empregados da área administrativa, veículos extras, entre outras medidas, as forças-tarefas realizadas pelos Correios foram capazes de triar e entregar milhões de objetos entre cartas e encomendas. A iniciativa faz parte do plano de contingência colocado em prática pela empresa, com o objetivo de minimizar os impactos à população, diante a paralisação parcial dos trabalhadores.

A rede de atendimento segue aberta e os serviços, inclusive o SEDEX e o PAC, continuam disponíveis. As postagens com hora marcada permanecem temporariamente suspensas – medida em vigor desde o anúncio da pandemia.

Destaca-se que a Coleta Programada continua sendo realizada, assim como a Logística Reversa, que permanece operando normalmente em nossas agências. O serviço de telegrama também continua sendo prestado, com um acréscimo de 1 (um) dia ao prazo previsto de entrega.

Em função de decretos municipais e estaduais, ou devido aos protocolos preventivos adotados pelos Correios – como sanitização de ambientes -, algumas unidades de atendimento poderão sofrer alterações em seu funcionamento.

Os Correios informou que desde o início da negociação do Acordo Coletivo de Trabalho 2020/2021, os Correios têm sido transparentes sobre a sua situação econômico-financeira, agravada pela crise mundial causada pela pandemia de Covid-19. Conforme já amplamente divulgado, a empresa não tem mais como suportar as altas despesas, o que significa, dentre outras ações que já estão em andamento, discutir benefícios que foram concedidos em outros momentos e que não condizem com a realidade atual de mercado, assegurando todos os direitos dos empregados previstos na legislação. A paralisação parcial em curso somente agrava esta situação.

É lamentável que a intransigência das entidades representativas, que tornaram a greve uma prática quase anual, sejam responsáveis por prejuízos irreparáveis à sociedade, aos empreendedores e à empresa. Operações importantes executadas pela estatal, atreladas à políticas sociais e de saúde, para citar algumas, têm sido impactadas e estão afetando o funcionamento de serviços públicos prestados aos cidadãos.

Os Correios aguardam o julgamento do Dissídio de Greve pelo Tribunal Superior do Trabalho e esperam o fim deste impasse, que tanto prejudica toda a população brasileira. Vale ressaltar que a empresa tem preservado empregos, salários e todos os direitos previstos na CLT, bem como outros benefícios do seu efetivo.

A empresa agradece os esforços dos empregados que se mantêm firmes no propósito de servir a sociedade e o país, e conta com o retorno ao trabalho daqueles que ainda se encontram em greve, já que a questão encontra-se em juízo e será resolvida pelo TST".

Para mais informações, os clientes podem entrar em contato pelos telefones 3003-0100 e 0800 725 0100 ou pelo endereço www.correios.com.br/fale-com-os-correios






Fonte: Folha 1

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