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sexta-feira, 15 de maio de 2020

Motoristas de app devolvem 160 mil dos 200 mil carros alugados

A justificativa é que a redução da procura pelo transporte gera dificuldade para que profissionais arquem com os custos dos aluguéis
Foto: Reprodução
Os aluguéis de veículos despencaram no Brasil com o avanço da pandemia do coronavírus. Só entre os 200 mil carros alugados para motoristas de aplicativos, aproximadamente 160 mil já foram devolvidos desde o início da quarentena, há 2 meses. 

A justificativa é que a redução da procura pelo transporte gera uma dificuldade para que profissionais arquem com os custos dos aluguéis.

A Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (Abla) afirma que "há um movimento das locadoras para auxiliar a retomada desses profissionais do volante entre seus principais clientes de aluguel de automóveis", como descontos para os trabalhadores de apps.

Até o começo do ano, as locadoras eram o destino de uma parte considerável das vendas diretas que veículos, aquelas feitas sem o intermédio de lojas, e que estavam ganhando cada vez mais espaço no 'bolo" total.

Esse crescimento estava sendo puxado tanto por aluguéis como pela revenda dos veículos usados dessas empresas. No caso dos aluguéis, o "boom" dos aplicativos ajudou a turbiná-los.

Ao todo, hoje as locadoras têm 997.416 veículos emplacados distribuídos entre motoristas de aplicativos, frotas de empresas e o público em geral, diz a Abla.

Com a pandemia, todos os segmentos de aluguéis tiveram baixa, segundo a associação. Entre as locações diárias, que podem ser feitas por qualquer pessoa, a queda é de 90%. A locadoras têm 480 mil veículos destinados para esta modalidade, mas 430 mil estão parados.

O menor impacto foi sentido entre os contratos mensais, como os chamados "carros por assinatura' (aluguéis por prazos mais longos de veículos zero quilômetro, comprados direto das montadoras pelas locadoras) e os de terceirização (alugados para frotas de empresas).

Neste caso, a redução foi de 20%, mas as locadoras têm sofrido com inadimplência e pedidos de renegociação por parte dos clientes. A associação não disse quantos pedidos foram feitos.





Fonte: G1

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