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sábado, 23 de maio de 2020

Campos tem cerca de 900 casos de chikungunya em 2020

Mutirão de combate ao Aedes com novo larvicida / Ascom
O número de diagnósticos confirmados de chikungunya em Campos, no ano de 2020, chegou a 898, segundo a secretaria municipal de Saúde. Entre janeiro e maio do ano passado, foram 3652 casos da doença. Mesmo assim, momento não é de descuido.

Segundo o município, por causa da pandemia do Covid-19, o Centro de Referência de Doenças Imuno-infecciosas (CRDI) está fechado e o atendimento a pacientes está sendo realizado nas unidades de emergência. Outros quatro casos de dengue foram registrados. Nenhuma morte em decorrência de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti ocorreu no município, de acordo com o órgão.

"Devido a pandemia do Coronavírus, ambulatórios da rede de saúde tiveram que ser fechados, cumprindo uma recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). As Unidades Pré-Hospitalares (Saldanha Marinho, Travessão, Santo Eduardo, Guarus, São José e Ururaí) , UPA e os dois hospitais (Hospital Ferreira Machado e Hospital Geral de Guarus) são responsáveis por toda a urgência. É importante salientar, também, que houve a necessidade de afastamento de profissionais médicos considerados do grupo de risco, determinado pelo Decreto Federal, Estadual e Municipal. A secretaria de Saúde está relotando profissionais dos ambulatórios, visto que a emergência é prioridade pelo risco dos pacientes", informou o município sobre o atendimentos de pacientes com arboviroses.

Segundo o Centro de Combate a Zoonoses, as equipes do órgão seguem com trabalho de prevenção, respeitando as medidas de prevenção ao coronavírus, com os agentes utilizando Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). "O CCZ lembra que a população deve aproveitar o período de quarentena para redobrar os cuidados com a prevenção, reservando 10 minutos do dia para a limpeza do quintal, já que 80% destes foram encontrados em residências e que o melhor método de prevenção das arboviroses é a eliminação dos focos do vetor.

O índice de infestação do Aedes aegypti, calculado a partir de amostras recolhidas em fevereiro deste ano, subiu de 3% para 5%, em Campos. O valor é superior às quatro análises realizadas no ano de 2019 e considerado de alto risco pelo ministério da Saúde. No ano, normalmente, quatro estudos são realizados pelo município, mas ainda não previsão de quando ocorrerá o próximo. "O Ministério da Saúde encaminhou um ofício a municípios orientando a suspensão, por ora, do Levantamento Rápido de Índices para Aedes Aegypti (LIRAa). O município aguarda próximos direcionamentos das autoridades de saúde", completou o município em nota.

A infecção por Chikungunya começa com febre, dor de cabeça, mal estar, dores pelo corpo e muita dor nas juntas (joelhos, cotovelos, tornozelos, etc), em geral, dos dois lados, podendo também apresentar, em alguns casos, manchas vermelhas ou bolhas pelo corpo. O quadro agudo dura até 15 dias e cura espontaneamente. No entanto, em casos crônicos, há relatos de que os sintomas permaneceram por períodos superiores a um ano, além de poder ocasionar a morte de pacientes. 







Por Folha 1

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