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sábado, 11 de janeiro de 2020

Técnica brasileira inédita que curou câncer esbarra em falta de recursos

Equipe da USP Ribeirão conseguiu eliminar um linfoma de um paciente com “sentença de morte”. Técnica brasileira custa 10% do valor dos Estados Unidos
Reprodução
Em outubro de 2019, uma equipe médica — médicos, enfermeiros, biomédicos, biólogos, entre outros — da USP (Universidade de São Paulo) de Ribeirão Preto ganhou o noticiário mundial por criar uma nova técnica capaz de curar um paciente terminal diagnosticado com linfoma (um tipo de câncer no sangue).

Dois meses depois, o médico Renato Cunha, membro da equipe e coordenador da unidade de transplante de medula óssea do HC da USP Ribeirão, em entrevista ao R7, detalhou como funciona o tratamento e explicou os gargalos que a pesquisa enfrenta para decolar até chegar ao sistema público.

Além de inovador no mundo, o grande atrativo da tecnologia brasileira é o preço: cerca de R$ 175 mil, valor relativamente baixo tratando-se medicina. Para se ter ideia, técnica parecida já existe nos EUA, mas custa entre US$ 375 mil e US$ 425 mil — R$ 1,5 milhão e R$ 1,75 milhão. Portanto, 10% do que já havia antes.

“Imagine que as células do câncer possuam fechaduras em sua superfície. Para cada fechadura, eu tenho uma chave específica. Se eu conheço a fechadura do câncer, vou desenhar uma chave para colocá-la na célula T. Com a chave, essas células passam a se chamar CAR-T. Quando voltam para a corrente sanguínea, elas circulam e encontram a fechadura e destrói a célula do câncer”, resume.

Assista à entrevista completa abaixo





R7

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