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sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Ano letivo na rede municipal começa com novo sistema de avaliação

Entre as mudanças estão: o fim do Bloco Alfabetizador, que impedia a reprovação do aluno nos 1º e 2º anos, e o término da possibilidade de dependência de matérias para alunos do 9º ano, o último do Ensino Fundamental
 Foto: Lucas Silva/Arquivo
O ano letivo de 2020 na rede municipal começa com um novo sistema de avaliação e novas matrizes curriculares. A Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esporte (Smece) publicou no Diário Oficial desta sexta-feira (24) duas resoluções oficializando as mudanças  As principais delas são: o fim do bloco alfabetizador, que impedia a reprovação do aluno nos 1º e 2º anos, e o término da possibilidade de dependência de matérias para alunos do 9º ano, o último do Ensino Fundamental. A publicação formaliza ainda a matriz da Escola Integral e os aumentos da carga horária de Português e Matemática, de quatro para seis tempos, iniciados no ano passado como projeto.

— Desta forma decretamos o fim do sistema de aprovação automática em toda a nossa rede. Já tínhamos feito a mudança nos outros anos, mas o Bloco Alfabetizador nos impedia de reter o aluno nos 1º e 2º anos. Rompemos com um sistema que já provou não ser o método mais adequado. Acreditamos na alfabetização na idade certa, devolvendo a autonomia ao professor alfabetizador. Não podemos mais ter crianças que terminam o primeiro segmento de ensino fundamental sem dominar as linguagens básicas necessárias para prosseguir na vida escolar e, muitas vezes, carregam essa defasagem pra vida — explica o secretário de Educação, Brand Arenari.

Antes de ser implementada, a mudança foi debatida com os pedagogos da rede municipal no ano passado. Esta é a segunda alteração no sistema de avaliação promovida pela atual gestão da secretaria de Educação.

— No primeiro sistema, nem todas alterações que queríamos aconteceram, por entendermos que estas devem ser gradativas, mas tivemos avanços, como: o fim da reclassificação obrigatória aos alunos de média 45 a 49 e a redução de dependências de oito para duas. Este ano, com a impossibilidade destas para o aluno do 9º ano, estamos convergindo a rede municipal com as estadual e a federal, que não aceitam este aluno no Ensino Médio, o deixando em um limbo — detalha o subsecretário pedagógico Rafael Damasceno.



Supcom

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