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sexta-feira, 26 de julho de 2019

Do Imbé ao Iguaçu passando pelo Ururaí na cartografia do século XIX (I)

Por Arthur Soffiati

É difícil para um leigo e mesmo para um cientista identificar um eixo de formação da planície goitacá e até uma linha lógica de drenagem constituída pelos rios Imbé-Urubu-lagoa de Cima-rio Ururaí-lagoa Feia-rio Iguaçu. O eixo maior formado pelo rio Paraíba do Sul, o principal dos dois, é facilmente percebido por se tratar de um rio caudaloso com lagoas à margem direita e esquerda, além de defluentes que o ligavam ao sistema Ururaí. Depois das obras mutiladoras empreendidas pelo Departamento Nacional de Obras e Saneamento, o sistema Ururaí ficou desfigurado. Além do mais, os trabalhos acadêmicos não estão à procura de conjuntos significativos. Quanto menor o âmbito do trabalho mais fácil ele pode ser concluído e publicado. Pode-se tomar um pequeno rio serrano que desemboca no rio Imbé, descartando todo o seu contexto geral, assim como um aspecto da lagoa Feia para trabalho acadêmico que não está devidamente contextualizado.

O que norteia o presente trabalho é a busca de uma lógica da natureza, ainda que inserida na geometria do caos, para compreender a formação da planície fluviomarinha dos Goytacazes. Identificamos dois eixos responsáveis pela sua construção. Eixos que se comunicam e compõem um emaranhado de difícil compreensão, mais atualmente que no passado. Exatamente por essa dificuldade, retornamos ao passado através da percepção de cronistas locais, viajantes europeus e da cartografia.

De 1801 a 1830

O primeiro documento a merecer atenção é a Carta geográfica de 1803. Trata-se de um mapa da Capitania do Rio de Janeiro sem indicação de autor, mas referindo-se a um mapa de 1784, que não foi localizado (Paulo Márcio Leal de Menezes, Manoel do Couto Fernandes, Kairo da Silva Santos e Tainá Laeta. Estudo Comparativo da Carta Geographica da Província do Rio de Janeiro de 1823 – Uma Abordagem para Datação. Anais do Terceiro Simpósio Brasileiro de Cartografia Histórica, Belo Horizonte, 2016. Talvez a base cartográfica para ele seja o mapa de 1777, desenhado pelo Sargento-Mor Francisco José Roscio, que, por sua vez, tomou por base o mapa do Sargento-Mor Manuel Vieira Leão, este sim, um monumento cartográfico. O mapa de 1803 não apresenta novidades em relação ao sistema hídrico que podemos nomear de Ururaí por ser seu rio central. Sendo cópia, não era de se esperar qualquer novidade. Como se pode ver abaixo, figuram o rio Imbé, a lagoa de Cima, o rio Ururaí, a lagoa Feia e o complexo rio Iguaçu, mostrando ainda o rio Macabu e pequenas lagoas periféricas à Feia. 
Mapa de 1803, de autor desconhecido

Em 1815, o príncipe naturalista alemão Maximiliano de Wied-Neuwied passou pelo sul da lagoa Feia em direção a Campos e a Salvador, onde concluiu sua expedição científica em 1817. Ele só pôde informar sobre o que conheceu ao vivo, além de recorrer a relatos de outros escritores que publicaram entre 1815 e 1820, pois o primeiro volume de sua “Viagem ao Brasil” só seria lançado em 1820. Sobre a lagoa Feia, ele registrou: "A cinco ou seis léguas de Ubatuba, há um lugar chamado Barra do Furado, onde a lagoa Feia se lança ao mar". E pulando para o rodapé da página, continua: [...] A Lagoa Feia divide-se em duas partes, ligadas por um canal; a sua configuração não está rigorosamente inscrita em meu mapa, porque apenas a atravessei e não lhe pude abranger toda a superfície. De acordo com a “Corografia Brasílica” a parte norte tem cerca de seis léguas de comprimento de este a oeste, e perto de quatro léguas de largura; a parte sul, cinco léguas de comprimento e uma e meia de largura. Peixe abundante, água doce. A extensa superfície é geralmente agitada pelo vento e, por isso, quase sempre perigosa para canoas; não dá calado a embarcações maiores. A Barra do Furado seca nos períodos em que o nível da água baixa. Toda a região é recortada, ao longo da costa, de numerosos lagos, muitos dos quais omitidos no mapa. Com tal abundância d'água e a fertilidade do solo, cedo se tornaria uma das zonas mais produtivas do país, caso a habitasse um povo mais ativo e laborioso (Viagem ao Brasil. Belo Horizonte/São Paulo: Itatiaia, Edusp, 1989). 

As duas partes ligadas por um canal são, provavelmente, as lagoas Feia, do Luciano e da Ribeira, que, à época, comunicavam-se naturalmente entre si. O mapa a que se refere o naturalista alemão foi desenhado por Arrowsmith e aproveitado por ele na sua excursão científica, não só para orientação como para retificações. Em relação à cartografia produzida no Brasil, o mapa que guiava Maximiliano é bastante inferior, como se pode verificar. A crítica velada aos brasileiros, considerados preguiçosos, é comum a todos os viajantes europeus.
A lagoa Feia em mapa de Arrowsmith

Em direção ao rio Bragança, que nascia na lagoa Feia, desembocava na lagoa do Lagamar e contribuía para a formação do rio Iguaçu, a expedição encontrou duas humildes cabanas de pescadores. Nos arredores, havia cinco ou seis soldados para coibir o contrabando de diamantes de Minas Gerais. Todos eles andavam descalços e maltrapilhos, vivendo da pesca, como registra o príncipe. O desenho das casas mostra o material de construção empregado por pescadores em toda a Baixada dos Goytacazes até os anos de 1940: varas de bambu e barro misturado com palha para as paredes. Taboa seca para o telhado. Daí deriva o nome cidade de palha para quase todos os povoados da planície, inclusive para São João da Barra. Esse material foi substituído por alvenaria há uns 70 anos.  
Cabanas de pescadores pobres nas margens do rio Bragança, imediações da lagoa Feia. Paisagem desenhada dentro da concepção do romantismo incluída na primeira 1ª edição de “Reise nach Bresilien” (“Viagem ao Brasil”), de 1820

Em outro registro pictórico, Maximiliano desenha sua expedição cruzando um dos defluentes da lagoa Feia, possivelmente mais um formador do rio Iguaçu. O desenho nasceu da mão do príncipe, que não era bom desenhista e que deve ter sido redesenhado na Europa quando do seu retorno. Aqui, ele aparece na sua versão original.
Tropa da expedição atravessando um dos defluentes da lagoa Feia

Manuel Aires de Casal nasceu em Portugal no ano de 1754 e morreu na sua pátria em 1821. Dedicou-se à geografia, embora esta ciência ainda não tivesse nascido como a entendemos. O padre Aires de Casal, como era conhecido, publicou “Corografia Brasílica” em 1817, incluindo nela, pela primeira vez, a carta de Pero Vaz de Caminha. No seu livro, ele se propõe a descrever os acidentes geográficos brasileiros. Tratando de um país muito grande, é natural que seus registros sejam superficiais. Depois da detalhada “Descrição” redigida por Manoel Martins do Couto Reis, em 1785, não encontraremos um documento com a mesma abrangência e profundidade até os dias de hoje. O antigo sistema Ururaí foi retratado pelo capitão com detalhismo impressionante. 

Escrevendo de segunda mão, Manuel Aires de Casal situa a nascente do rio Imbé na serra do mesmo nome, cerca de duas léguas da origem do rio Macabu, correndo um bom trecho emparelhado com ele. Pela margem esquerda, coleta os rios Primeiro, Segundo e Terceiro Norte, provenientes dos Três Picos, onde, alerta Casal, existe ouro, atravessando a lagoa de Cima, de onde sai em direção à lagoa Feia com o nome de Ururaí (“Corografia Brasílica ou relação histórico-geográfica do Reino do Brasil”. Belo Horizonte: Itatiaia, São Paulo: Edusp, 1976). Tem leito muito tortuoso e corrente vagarosa, mas que permite navegação de canoas até as proximidades de suas cachoeiras. Ele não será o único a entender o rio Ururaí como continuação do rio Imbé depois de repousar na lagoa de Cima. 

Sobre esta, ele escreve que “...tem légua e meia de comprido, e mais dezesseiscentas braças na maior largura, compreendendo o saco da Pernambuca.”

Quanto ao rio Ururaí, Aires de Casal escreve que ele interliga as lagoas de Cima e Feia, cumprindo o papel de desaguadouro da primeira lagoa. Informa ele que suas margens são aproveitadas para a plantação de cana e de mandioca. A curva que o rio descreve aproxima-o do Paraíba do Sul, com o qual se comunica mediante um canal. Presumivelmente, ele se refere ao rio Preto. Sobre a lagoa Feia, o padre é sumário: “A lagoa Feia formada de duas desiguais, e unidas por uma garganta estreita, uma ao norte com pouco menos de seis léguas de comprimento leste-oeste, e pouco mais de quatro de largura; outra ao sul com quase cinco de comprido, e meio de largo, é piscosa, e aprazível; e só feia quando agitada do vento, em razão do seu pouco fundo, tendo só canais para canoas. Suas águas são sempre doces e saudáveis, ainda que turvas pela contínua agitação dos ventos (...) Tem dentro uma considerável península, em cujo istmo está a matriz da Freguesia de Nossa Senhora dos Remédios com um aspecto deleitável”.

Sobre seus desaguadouros, até que as informações apresentam certo nível de detalhe para quem escreve à distância. O padre explica que a lagoa Feia: “... deságua por vários canais, que com amiudados rodeios formam grande número de ilhas, sem que nenhum deles tenha saída para o Oceano, por causa dum extensíssimo e alto cômoro de areia grossa e firme, formado pelo mar. Todos estes sangradouros se reúnem em diversos pontos e formam outra lagoa com muitas léguas de comprido, e largura dum espaçoso rio prolongada com o mencionado cômoro, através do qual se abre anualmente à enxada em certa paragem um desaguadouro, que se torna em um rio considerável com o nome de Furado, enquanto os receptáculos interiores não chegam ao nível natural, o qual é imediatamente entupido pelo mesmo mar. Iguaçu ou rio Castanheta se chama o meridional e principal dos mencionados canais”.  

A barra do canal do Furado e, tudo leva a crer que a lagoa do Lagamar, estão contidos na descrição, tanto quanto o rio Iguaçu. Ele aduz que a planície seriam os Elísios do Brasil, ecoando palavras do Padre Simão de Vasconcelos, no século XVII, se fossem cultivados como os de Portugal.

Sobre o rio Macabu, o maior a desembocar na lagoa Feia, ele esclarece que principia na Serra do Salvador, nas proximidades do rio São Pedro, que é afluente do rio Macaé. Trata-se de um rio com muitos meandros, correndo tranquilo quase sempre entre pântanos. É navegável até perto de sua nascente. Ele não faz menção a povoados ao longo do sistema hídrico.

Proprietário em Campos e Quissamã, José Carneiro da Silva (1788-1864) recebeu vários títulos de nobreza e foi homem empreendedor muito elogiado e criticado. Em 1819, dedicou uma memória a D. João VI sobre os Campos dos Goytacazes contendo várias informações sobre sua geografia e economia (“Memória topográfica e histórica sobre os Campos dos Goytacazes com uma notícia breve de suas produções e comércio oferecida ao muito alto e muito poderoso Rei D. João VI por um natural do país”, 3ª edição. Campos dos Goytacazes, Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, 2010). 

Explica ele que o rio Imbé nasce próximo do rio Macabu, mas ao norte deste. Deságua na lagoa de Cima. Ente ele e o Macabu, existem muitas léguas de matas virgens despovoadas. Pelos sertões de ambos os rios, há vários quilombos em declínio. Lógico que, como todos, o rio Ururaí começa na lagoa de Cima e deságua na lagoa Feia.

Para esta não faltam palavras elogiosas: “Quase no meio dos Campos está a lagoa Feia, que a princípio teve o nome de Iguaçu; e é de água doce; tem nove léguas de comprido, cinco de largura e trinta a trinta e duas de circunferência. Forma-se das águas dos rios Macabu e Ururaí e de outros muitos córregos e brejos que nela deságuam. O nome Feia talvez lhe venha porque, sendo muito baixa, com qualquer vento se encrespam as suas águas e se faz temível para quem deseja embarcar-se; a sua situação é toda mui agradável, a sua forma é irregular por causa dos estreitos e pontas que tem, as quais fazem diferentes baías e algumas tão grandes que  a vista não alcança o lado oposto; as suas águas são mui saudáveis porém turvas pelo contínuo movimento e só ficam cristalinas passados muitos dias, depois de estarem em casa, ou passadas pelos filtros”.

José Carneiro da Silva não se referiu aos canais superficiais naturais que ligavam os sistemas Paraíba do Sul e Ururaí, mas faz uma observação que terá seguidor poucos anos depois e varará todo o século XX. Trata-se da ligação subterrânea do Paraíba do Sul com as lagoas da baixada, algumas delas muito distantes do grande rio: “A fertilidade dos campos é devida em grande parte às inundações periódicas semelhantes às do Nilo. Em suas margens existem magníficas fazendas e devido à porosidade do terreno a influência de suas águas se estendem muito e é natural que existam correntes e mesmo canais subterrâneos que comuniquem as águas do rio com a de lagoas e riachos distantes.”

Ainda nas três primeiras décadas do século XIX, cabe mencionar o nome de José de Souza Azevedo Pizarro e Araújo (1753-1830), bastante conhecido como Monsenhor Pizarro. Teve ativa vida religiosa e política, escrevendo “Memórias Históricas do Rio de Janeiro” em 9 volumes. O 3º (Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1945) enfoca o norte do Rio de Janeiro, mas se vale muito do que já havia sido escrito sem dar crédito aos autores. Plágio não era crime na época. Sobre o rio Imbé, limita-se a informar que corre paralelo ao Macabu, com mato virgem no território que os separa. É povoado no seu princípio e abriga vários quilombos. Pizarro não explica se o princípio do rio na verdade é o seu término. Sendo ocupado por quilombos, não se podia falar em território desabitado. José Carneiro da Silva incorre na mesma contradição. 

Em suas palavras, a lagoa de Cima tem uma légua de largura e duas de comprimento. Suas margens estão ocupadas por plantações e por florestas. Dela, nasce o rio Ururaí, com margens ocupadas por engenhos e roças de mandioca. Por não mencionar a localidade de Ururaí, é de se concluir que ela ainda não existia ou que não mereceu do Monsenhor a devida atenção.

Ele se detém na descrição da lagoa Feia em vista da sua grande dimensão. Segundo o religioso, ela é “[...] a maior que subsiste no continente, formando duas barras por um estreito no lugar conhecido com o nome de Farinha Seca. A que fica ao norte compreende mais de 5 léguas na sua maior largura; e no comprimento de leste a oeste conta mais extensão que 5 léguas; a de sul terá meia légua de largo, correndo de leste a oeste; mas de N a S numera perto de 5 léguas e abrange 30 a 32 na sua circunferência. Origina-se esta lagoa dos rios Macabu e Ururaí, cujas águas a fecundam, além de outras, que nela confluem. É criadora de abundante peixe, e o nome Feia lhe provém do encrespamento das águas com qualquer vento, que intimida a voga das canoas, por ser mui baixa em quase toda a extensão. Dela saem os rios de Iguaçu ou Castanheta, e da Onça ou Canudo”.

Sobre o rio Macabu, o Monsenhor também repete o que já havia sido escrito. Ele nasce nas montanhas vizinhas à pedra do Frade, corre a nordeste e desagua na lagoa Feia. Menciona os pantanais de suas margens e informa sobre duas pequenas lagoas chamadas de Peixe. Até aqui, estas lagoas não haviam aparecido. O rio é navegável por canoas, embora despovoado, contando com um engenho de açúcar perto da foz. Elogia a qualidade de suas águas e de suas terras.

Por fim, cabe reproduzir o que ele registrou sobre os defluentes da lagoa Feia, que, por formarem uma rede complexa de canais, tornam-se de difícil compreensão. “Castanheta ou Iguaçu, desenvolvido da lagoa Feia, depois de fertilizar diversas campinas, por onde corre, conflui perto do Furado, e aí faz uma pequena barra ao mar, incapaz de ingresso a qualquer embarcação. Onça, ou Canudo, teve origem de uma vala, que fez o capitão José de Barcelos Machado para encaminhar as águas da lagoa Feia ao rio Furado, e corre por campinas descobertas de matos como o Iguaçu [...] Este rio continua a sua carreira, ao norte, pela costa, mas com o nome de Capivara, passando pela ponta de S. Tomé, ao chegar ao Canzouza, ou Canzora, com quem confluí até o mar, onde ambos se despejam, quando a força de braços dos escravos das quatro fazendas principais, e de outras maiores, lhes abre a barra em tempo de inundações”. 

Em Pizarro, encontraremos descrições de outros cronistas, o que era bastante comum na época. Ele também descreve rios e lagoas de forma separada, não entendendo que as lagoas de Cima, a Feia, o Lagamar e o banhado da Boa Vista fazem parte de um mesmo sistema. A complexidade de defluentes ao sul da lagoa Feia causa dificuldade para descrições. Além do mais, a pluralidade de nomes para cursos d’água acaba confundindo quem não conviva mais amiúde com essa geografia tão emaranhada. Mesmo assim, todos os autores examinados até aqui relatam a geometria caótica dos cursos d’água ao sul da lagoa Feia, à Barra do Furado, aberta por José de Barcelos Machado em 1688, e à existência de um sistema que corria paralelo à costa até alcançar o mar na Barra do Açu. Em nome de uma geografia euclidiana, a geografia do caos foi substituída.

Em 1823, é divulgada a “Carta da Província do Rio de Janeiro”. Ao pé do título vem o esclarecimento de que ela foi copiada no Real Arquivo Militar de Lisboa. Trata-se de um trabalho monumental que ombreia com o de Manuel Vieira Leão. Existem dele apenas duas cópias: uma na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro e outra na Direcção de Infra-estruturas do Exército, Lisboa, Portugal. Não se conhece o original. A nitidez e a precisão quanto ao sistema que estudamos é grande, mas não minuciosa. Aparecem o rio Imbé e alguns dos seus afluentes, mas não o rio Urubu nomeado. A desembocadura do rio Imbé na lagoa de Cima localizava-se no setor norte. Na margem meridional da lagoa, registra-se Pernambuca. O rio Ururaí corre íntegro em direção à lagoa Feia à qual se liga a lagoa do Jesus, ao norte, e na qual desemboca o rio Macabu. Ponta Grossa já aparece registrada, demonstrando a antiguidade da aldeia de pescadores, mas não a localidade de Ururaí. Do sul da lagoa Feia, partem vários defluentes que se unem e formam o rio Iguaçu, no mapa, designado rio Viegas. Dois grandes defluentes do rio Paraíba do Sul dirigem-se ao rio Viegas. Um dos distributários da lagoa Feia é o rio Barro Vermelho, já assinalado na carta. Trata-se de um dos nomes locais do rio Iguaçu.
Carta da Província do Rio de Janeiro, 1823

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