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quarta-feira, 27 de março de 2019

Sinalização ruim atrapalha motoristas na RJ-216

Rodovia que liga cidade a Farol de São Thomé está sem pintura de faixas e sem placas de indicação de quebra-molas em quase toda a extensão
 (Fotos Carlos Grevi/Silvana Rust)
Quem utiliza a estrada que liga  a sede de Campos dos Goytacazes até o seu destino final –a praia do Farol de São Thomé –, precisa redobrar a atenção devido à sinalização comprometida ao longo de quase todo o trecho de 52 quilômetros. A RJ-216 está com a pintura das faixas desbotada, o que confunde a visão dos motoristas em determinados trechos. Um outro problema é a identificação dos vários redutores de velocidade sem tinta visível no asfalto. Alguns dos quebra-molas não possuem placas de identificação. O risco de acidentes ocorre sobretudo no horário noturno.
Animais soltos ao logo da rodovia geram mais transtornos; alguns morrem atropelados

A rodovia Campos-Farol é uma das mais movimentadas da cidade. Ela atravessa importantes áreas urbanas como o distrito de Goytacazes, as localidades de Donana e bairros como Imperial, Tropical e Bela Vista. Já na zona rural, a RJ-216 corta vários distritos como Mussurepe e Santo Amaro, além de localidades como Mineiros, Baixa Grande, Boa Vista e outros povoados. Nestes pontos, a iluminação da estrada pode estar comprometida e confundir os motoristas menos atentos aos quebra-molas instalados. Um desses condutores é o comerciário Otávio Oliveira que eventualmente passa pela estrada quando vai até a praia do Xexé:

“Eu vou poucas vezes ao litoral. Só mesmo nos fins de semana durante o verão ou quando faz muito calor. Tenho amigos no Xexé e não estou familiarizado com a estrada. Eu quase sofri um acidente porque passei em um quebra-molas que não tinha identificação. Nem placa, nem aquela pintura amarela que a gente visualiza antes. Toda vez que passo à noite, me sinto inseguro porque não sei localizar o quebra-mola com antecedência. Sem falar que é comum ter cavalos e bois soltos pelo acostamento. É bem perigoso. Alguns são atropelados e botam a vida da gente em risco”, diz.

Para Amaro de Souza, morador de Mussurepe, é comum ver carros freando bruscamente ou sendo surpreendidos pelos redutores de velocidade que estão sem identificação. “A gente que é daqui até consegue passar tranquilo porque estamos acostumados. Já quem é de fora acaba estranhando. Sempre há risco de acidente ou danos”, comenta.

Tanto nos trechos de maior concentração de casas e população, quanto nas áreas mais isoladas, a rodovia oferece riscos por conta de abuso de velocidade e ultrapassagens perigosas cometidos por alguns motoristas. A dona de casa Regina Rangel, moradora da localidade de Morobá, fica aflita quando vai atravessar a pista para subir ou desembarcar do ônibus. “Tenho crianças pequenas na escola e a gente fica com medo de ser atropelado. Mas quem dirige também fica inseguro, pois em alguns trechos as faixas de separação das pistas sumiram. Eu fico em dúvida se estou no lado certo da pista ou se posso ultrapassar em um determinado local. À noite confunde mais”, comenta.

No início do ano, por conta do verão, a Prefeitura de Campos providenciou a pintura em amarelo dos quebra-molas que existem em vários locais ao longo da RJ-216, atribuição que seria do Departamento de Estradas e Rodagem (DER). De acordo com o comerciante Antonio Oliveira, residente em Baixa Grande, a tinta no asfalto não durou muito e alguns quebra-molas estão sem identificação e sem placas. “Algumas placas caíram ou foram arrancadas. No último domingo, um carro e uma moto aqui acabaram se chocando por imprudência e também porque o redutor de velocidade não está visível”, disse.

A reportagem procurou saber do Departamento de Estradas e Rodagem (DER-RJ) sobre providências  e soluções para os problemas apontados. De acordo com nota enviada, o órgão estadual “tem realizado uma série de serviços relacionados à conservação rotineira da RJ–216, entre eles: tapa-buracos e limpeza.  O departamento vai iniciar um processo de licitação para a contratação de serviços sinalização”. Em outra nota, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), informou que  “animais de grande porte podem ser apreendidos e costumam ser resgatados pelos donos, que pagam multa por deixar os animais soltos, pois colocam em risco toda a população e os próprios animais. Quando chegam machucados, esses animais de grande porte, também são assistidos pelos veterinários do órgão”.


JTV

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