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quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Novo vírus raro começa a provocar contágio e mortes na Bolívia

 Vírus de Chapare causa febre hemorrágica e teria sua origem em ratos

Cientistas americanos e bolivianos confirmaram que houve na Bolívia uma transmissão entre humanos do vírus de Chapare, um vírus raro que causa febre hemorrágica e pode levar à morte. 


O vírus, que teria sido originalmente transmitido para humanos por um tipo de rato, foi identificado pela primeira vez em 2004 na província boliviana de Chapare.


Na segunda-feira (16/11), cientistas do Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos e do Centro Nacional de Doenças Tropicais da Bolívia afirmaram que houve transmissões entre humanos em 2019 em La Paz. Cinco pessoas foram infectadas, e três delas morreram.


Ainda não se sabe muito sobre o vírus, que provoca sintomas parecidos com os da dengue hemorrágica ou do ebola, como febre hemorrágica.


Os trabalhos divulgados nesta segunda-feira, numa reunião da Sociedade Americana de Medicina e Higiene Tropical, descrevem que os infectados do surto de 2019 tiveram, além de febre, também dores abdominais, vômitos, sangramento das gengivas, erupções cutâneas e dor atrás dos olhos.


Dois pacientes transmitiram o vírus para três médicos. Dois dos profissionais e um dos pacientes morreram.  Os pesquisadores disseram acreditar que a transmissão se dê por fluidos corporais.


Vírus transmitidos por fluidos corporais costumam ser mais fáceis de serem controlados do que os transmitidos pelo ar, como o novo coronavírus. Mas isso não significa que eles não sejam perigosos.


Os pesquisadores afirmaram ser possível que o vírus tenha circulado por vários anos sem ter sido corretamente diagnosticado por causa dos sintomas parecidos com os da dengue.


"Ficamos realmente surpresos porque o surto de 2019 em La Paz ocorreu muito depois de o primeiro caso ter sido identificado, em 2004", afirmou a pesquisadora Maria Morales Betoulle.


Não há tratamento para o vírus de Chapare, e os infectados em La Paz receberam apenas medicamentos para aliviar os sintomas.









Fonte: Época

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