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sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Suicídio será tema da live da Pastoral da Sobriedade da Diocese de Campos

Pe. Lívio Pe. Lício de Araujo Vale, Membro da Associação Brasileira de Estudos e Prevenção ao Suicídio, parte da experiência pessoal e os efeitos do suicídio do pai quando tinha 13 anos, o levou a buscar ajuda na psicanálise. Live será dia 23 às 20h30 pelas Redes Sociais.
Divulgação | Diocese
No Mês da Campanha Setembro Amarelo, a Pastoral da Sobriedade promove no dia 23 uma live com o Pe. Lício de Araujo Vale, autor do  livro 'E foram deixados para trás', lançado por Edições Loyola. O sacerdote procura refletir sobre o suicídio e trará informações a partir da realidade pessoal e ajuda às pessoas suscetíveis ao suicídio e as famílias que perderam entes queridos.

Em 2003, a OMS instituiu o dia 10 de setembro para ser o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio e o amarelo a cor escolhida para representar este sentimento. Setembro Amarelo é uma campanha realizada pelo Centro de Valorização da Vida (CVV) que tem como objetivo incentivar o diálogo sobre o suicídio para a sociedade. No Brasil, cerca de 12 mil casos de suicídio acontecem por ano. No mundo, esse número passa de um milhão. Essa triste realidade se dá, principalmente, entre os jovens entre 15 a 24 anos e, a depressão, é um dos motivos.

O fenômeno do suicídio apareceu muito cedo em minha vida. Eu sou filho de um suicida. Meu pai tirou a vida dele quando eu tinha 13 anos de idade e isso teve repercussão muito grande na minha vida pessoal e foram trinta anos de psicanálise para elaborar o estrago emocional que o suicídio de meu pai provocou em mim. O suicídio é uma epidemia silenciosa e silenciada. 40 pessoas se matam por dia no Brasil e isso é alarmante. 800 mil pessoas se matam no mundo, por ano, e por que não se fala do assunto? Não gostamos de falar de morte e falar de suicídio é falar de morte. As famílias não falam, porque falar de suicídio e sangrar a ferida da dor da perda de um ente querido. – reflete o sacerdote.

O aumento do suicídio entre os jovens é um fenômeno mundial que, nos últimos anos, vem causando crescente preocupação também no Brasil. O problema é complexo e não pode ser compreendido ou explicado por um só fator. Segundo dados da Associação Brasileira de Psiquiatria são registrados cerca de 12 mil suicídios todos os anos no Brasil e mais de 01 milhão no mundo. Trata-se de uma triste realidade, que registra cada vez mais casos, principalmente entre os jovens. Cerca de 96,8% dos casos de suicídio estavam relacionados a transtornos mentais. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias. Pe. Lício de Araujo Vale, Membro da Associação Brasileira de Estudos e Prevenção ao Suicídio ressalta a necessidade de combater esse problema social.

Pe. Lìcio Vale, adverte que acolher a dor de quem sofre, sem julgar nem condenar, e encaminhar a pessoa a um serviço ou profissional de saúde mental, são atitudes bem concretas que podem salvar vidas. “É preciso agir! Um dos aspectos importantes da Campanha do Setembro Amarelo é trazer informação sobre fatores de risco para Suicídio. A depressão é um deles. É importante saber a diferença entre depressão e tristeza. Suicídio: é importante conhecer para acolher, e prevenir.

Nos precisamos falar deste assunto e tirar o suicídio desta caixinha de tabus. Segundo a Organização Mundial de Saúde de cada 10 suicídios, 99 podem ser prevenidos, e hoje se fala de prevenção de suicídio e só pode fazer a prevenção com informação qualificada e sem informação a gente não faz prevenção de nada. No suicídio quanto mais tivermos acesso a informação, mais podemos colaborar com a prevenção, por isso, é fundamental conhecer o assunto e falar em todos os lugares. Nas famílias, escolas, locais de trabalho, nas empresas. – disse.







Por Ricardo Gomes – Diocese de Campos

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