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quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Campos sem referência no Ideb pela primeira vez

Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (Smece)
Divulgação/Supcom
Pela primeira vez, em 15 anos, a nota de Campos no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) não foi computada. Segundo a Prefeitura, um funcionário da Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esporte (Smece) teria perdido o prazo de inscrição das escolas e cadastrado um número de unidades inferior ao necessário para que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), considerasse os resultados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Estado do Rio de Janeiro (Sepe), disse que aguarda a relação com as pontuações das escolas avaliadas. Os dados foram liberados nessa terça-feira (15) e trouxeram ainda Miracema, com a melhor pontuação no Estado. O secretário de educação do município, Charles de Oliveira, comemorou.

Perguntada sobre a ausência da pontuação, a Prefeitura de Campos disse que “por falha humana, houve um erro no cadastramento das escolas da rede municipal na época de inscrevê-las para a realização do Saeb, fazendo com que a maioria delas não pudesse participar”.

Ainda segundo a Prefeitura, o funcionário da secretaria de Educação, responsável pelo processamento de dados, que não realizou o procedimento corretamente e não comunicou o ocorrido a tempo de correção foi afastado. “Na ocasião, foi feita uma reunião explicando a situação aos diretores das unidades escolares que não participaram. Na época, ainda não havia como mensurar as consequências de um erro pessoal e se esperava que a medida fosse, no máximo, impactar na nota e não impossibilitar sua divulgação”, disse a nota.

O Sepe disse que “a categoria da educação recebeu com estranheza a notícia de que a educação básica de Campos não consta no resultado do Ideb”. Disse ainda que “aguarda, a relação das 36 escolas que participaram da avaliação, mesmo não tendo os resultados sido contabilizados”.

Na última avaliação, feita em 2017 e divulgada em 2018, a média de Campos foi de 4,6; exatamente igual à meta projetada para o ano. Porém, houve redução de 0,4 em relação à nota anterior.

A Prefeitura de Campos disse que desde então vem tomando medidas e ressaltou o fim da política de aprovação automática, “que aumentava a nota final do Ideb, mas prejudicava os estudantes a médio prazo e o aumento da carga horária de Português e Matemática”, nivelando à carga horária da rede particular, além da aprovação recorde de estudantes da rede para o Instituto Federal Fluminense (IFF), em 2019, quando mais de 80 aluno de escolas da prefeitura ingressaram na instituição, 10% entre os primeiros e terceiros lugares. 

Miracema tem a melhor pontuação do Estado

O secretário de educação de Miracema, Charles de Oliveira Magalhães e toda a comunidade escolar, comemoraram vários resultados positivos que vieram esse ano. As seis unidades avaliadas dos anos iniciais, 1º ano ao 5º ano, assim como as duas unidades de 6º ano ao 9º ano, obtiveram a maior pontuação desde o início da avaliação. Nenhuma delas com nota inferior a seis. No geral, a pontuação do município foi 6.9 nos anos iniciais da rede municipal de Educação e 6.1 nos anos finais, ultrapassando as duas metas projetadas para o ano de 2019.

Segundo Charles, o resultado é fruto de uma série de estratégias adotadas em conjunto com a comunidade escolar que vão, desde avaliação periódica até a extensão de atendimentos e acompanhamentos diferenciados que envolveram também as famílias.

— O resultado já era bom e nós conseguimos deixar ele ainda melhor. Nós fizemos um trabalho de avaliação bimestral, dando feedback aos professores, sobre os alunos que não estavam com o desempenho satisfatório. Estes alunos, nós encaminhamos para o reforço, trabalhando com material diferenciado, e conseguimos consolidar os resultados — contou o professor que iniciou carreira na educação pública e foi diretor de uma unidade estadual por seis .

Charles contou ainda sobre o Núcleo de Apoio Especializado (NAE), que conta com psicólogos, psicopedagogos e terapeutas ocupacionais para atender aos alunos.

Outro projeto, montado em unidade de centralizada, foi o “Auditório Cultural”, no contraturno escolar, disponibilizando aulas no campo das artes, como dança e teatro, além de artes marciais. “Mas uma coisa que fez muita diferença foi a formação continuada. Todos os nossos professores se encontram duas vezes por mês, por segmento, com a nossa equipe pedagógica. A gente alinha as propostas, de acordo com a grade curricular e consegue trabalhar de fato em rede”, finalizou Charles.






Fonte: Folha 1

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