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segunda-feira, 16 de março de 2020

Movimento pró-Bolsonaro faz manifestação em Campos

Manifestação pró-Bolsonaro em Campos / Genilson Pessanha
Manifestantes pró-Bolsonaro se reuniram, na manhã deste domingo (15), na praça Cinco de Julho (em frente à Igreja Nossa Senhora do Rosário), no Parque Leopoldina, em Campos. No início da tarde, o grupo saiu em carreata pelas ruas da cidade. 

Muitos participantes reclamam da atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Congresso Nacional, que estariam bloqueando a aprovação de pautas defendidas pelo presidente Jair Bolsonaro. 

De acordo com a organização, o evento reuniu cerca de 200 pessoas. Capitais como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e Belém também registraram protestos pacíficos. Com a pandemia de coronavírus, autoridades de Saúde e o próprio presidente haviam pedido que população evitasse eventos com grandes aglomerações.

— A demanda é fora Maia, Alcolumbre, Gilmar Mendes, Toffoli, porque eles querem manter a corrupção. Essa é a demanda da sociedade brasileira em geral. Nós queremos a direita conservadora do bem. Quantas empresas fecharam no país no governo esquerdista? O desemprego não é fruto desse governo. Esse governo está dando uma injeção de ânimo nos empresários — afirmou o fiscal de obras Luís Carlos Barbosa, 64 anos.

Durante todo a ação, motoristas que passavam pela BR 101 buzinaram em apoio aos manifestantes. “Eu não sabia da manifestação, mas eu apoio o Bolsonaro. Minha família toda votou nele”, afirmou o comerciante Cláudio Mota, 40 anos, que passava pelo local.

Sobre o pedido de fechamento dos poderes Legislativo e Judiciário a nível nacional, os manifestantes se dividiram. Enquanto alguns falam de forma mais moderada contra algumas personalidades, outros defendem o fechamento total das casas, inclusive com faixas.

— O maior vírus é a corrupção. Se nós colocamos lá, nós podemos tirar. O Bolsonaro foi o start, mas, mesmo ele pedindo para não vir aqui, é nossa obrigação defender o Brasil. Eu penso que nós podemos mudar, mas as autoridades não querem ouvir. Eu acredito que tenhamos que pedir uma intervenção constitucional, porque eles não querem mudar. O Brasil já é um país comunista — disse o representante comercial Manuel Rocha, 63 anos.

A figura do presidente Bolsonaro, no entanto, é unânime entre os participantes, mesmo entre aqueles que afirmam não estar por dentro da polêmica. “Enquanto a gente apoia o Brasil, a gente apoia o Bolsonaro. Eu não estou por dentro sobre o STF ou o Congresso, meu marido que está, mas entendo que meu papel é apoiar nosso presidente”, destacou a auxiliar administrativa Larissa Ferreira, 29 anos.

Família, propriedade e religião - Em muitos discursos é possível encontrar um denominador comum: a defesa de valores conservadores da sociedade brasileira. No trio elétrico, uma das líderes do movimento afirmou que essa é a maior manifestação espontânea do Brasil. “Sejamos femininas e não feministas. Ensinamos nossos filhos a rezar. O jovem hoje tem vergonha de segurar um terço. O presidente diz não, e a gente vem mesmo assim. Afinal, ele dá a vida todos os dias por nós, correndo o risco de tomar um tiro”, defendeu.
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— Eu entendo os avisos sobre o coronavírus, mas eu me pergunto, se a situação é tão grave, por que teve carnaval? A gente tem que pegar ônibus, tem que ir a lojas, tem que ir ao banco. A prevenção é necessária, mas a nossa causa é maior. Nós não somos contra o Congresso e contra o STF, mas contra os abusos que eles estão cometendo contra o povo e contra o Executivo. Eles não estão aceitando o grito das urnas. Fora PT, fora comunismo — protestou a professora Tânia Maria Figo, 58 anos.




Por Folha 1

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