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terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Suspeita de tentar vender filha de 4 meses deixa prisão

A Polícia Civil prossegue com as investigações do caso envolvendo a mulher que foi presa, suspeita de ter vendido a filha de quatro meses por R$ 450, no último dia 31 de janeiro, em São Fidélis (SF). De acordo com o delegado titular da 141ª Delegacia de Polícia (SF), Carlos Augusto Guimarães, a mãe foi liberada uma semana depois, em audiência de custódia, e o inquérito policial aguarda a quebra do sigilo telefônico de um celular apreendido, que teria sido usado para estabelecer a transação. Até o momento, o casal que receberia a menina não foi localizado.

Segundo o delegado, as investigações do caso começaram com a denúncia da venda da criança, uma semana antes da mulher ter sido presa. A mãe, no entanto, foi flagrada quando tentava registrar a filha no nome do casal. No dia, junto com ela, também foi detida a mulher que estaria à frente da “negociação” e que teria usado o celular para se comunicar com os “compradores”. “Assim que o celular utilizado para estabelecer a venda da menina retornar da Justiça, concluiremos o inquérito”, declarou o delegado, sem mais detalhes para não comprometer as investigações.

A criança foi encontrada em Mesquita, na Baixada Fluminense e, após ter passado por exame, que constatou que sua integridade física estava preservada, ela foi encaminhada ao Conselho Tutelar e, posteriormente, conforme a Polícia Militar, entregue a familiares. O homem, a quem seria atribuída a paternidade na certidão de nascimento, e que estaria com as duas mulheres quando foram detidas, fugiu. Ele seria companheiro da suposta compradora da criança.

O casal, ainda não localizado, segue sendo investigado pela prática do Art. 242 do Código Penal (dar parto alheio como próprio; registrar como seu o filho de outrem). A mãe foi autuada por falsidade ideológica tentada, mas, assim como a suposta intermediadora, poderá responder pelo crime previsto no Art. 238 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê pena de dois a seis anos de reclusão para quem prometer ou efetivar entrega de filho próprio ou pupilo a terceiro, mediante paga ou recompensa. Segundo a Polícia Civil, são fortes os indícios da venda do bebê.





Folha 1

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