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sábado, 9 de novembro de 2019

Mancha de óleo vinda do Nordeste já chega nas praias do Espírito Santo

É a primeira vez que as manchas são detectadas na região Sudeste
Adema/Governo de Sergipe
O Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA) que atua no monitoramento da mancha de óleo que atingiu, há mais de dois meses, o litoral do Nordeste brasileiro anunciou, nesta sexta-feira (08), que foram encontrados fragmentos da substância na praia de Guriri, no município de São Mateus, no Espírito Santo. Na rota do litoral, caso avance para o estado do Rio, São Francisco de Itabapoana será o primeiro a ser atingido. Antecipadamente, a secretaria de Meio Ambiente e Defesa Civil (Sema) do município já alinha ações estratégicas para sanar o problema.

A secretária da pasta Luciana Soffiati disse que na próxima segunda-feira (11) haverá uma reunião entre sua equipe, a secretaria de Pesca, Marinha e representantes do projeto Pescarte para alinhar estratégias. Também na segunda e terça-feira (12), técnicos do Meio Ambiente e Defesa Civil do município farão um treinamento para atuarem junto à população.

— A reunião vai tratar quais estratégias nós poderemos usar. Ao mesmo tempo, o Inea [Intituto Estadual do Ambiente] está disponibilizando um treinamento, no Porto do Açu, na segunda e na terça. Eles pediram para que eu enviasse três funcionários da secretaria para treinarem e se tornarem multiplicadores na comunidade. Quando a mancha chegar, a gente vai ter voluntários e para retirar a mancha tem toda uma técnica, porque ela é poluente, é algo muito agressivo. Os funcionários que eu vou encaminhar são técnicos da área ambiental e Defesa Civil, que vão atuar auxiliando as pessoas, multiplicando o conhecimento para a população”, explicou a secretária.

Monitoramento – Na última quinta-feira (07), a Marinha do Brasil montou uma base na praia de Guriri para auxiliar no monitoramento do óleo. Os militares atuam ainda em Conceição da Barra e Linhares. Mais de 70 fuzileiros navais e agentes da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro foram enviados ao estado vizinho para os trabalhos.

Mostras do material encontrado foram coletadas e, segundo análise do Instituto de Estudos do Mar (IEAPM), se trata do mesmo óleo encontrado no Nordeste.






Fonte: Folha 1

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