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terça-feira, 5 de novembro de 2019

Aeroportos do Sudeste do Brasil promove coletiva de imprensa e apresenta planejamento para o Aeroporto de Macaé

CEO da ASeB, Matthias Poeter (à esquerda) e Gerente de operações aeroportuárias do terminal de Macaé, Hélio Batista (à direita) | Foto: Reprodução
Em coletiva realizada no fim da manhã desta terça-feira, 5, a empresa Aeroportos do Sudeste do Brasil (ASeB), do grupo Zurcih Airport e futura operadora dos aeroportos de Macaé e de Vitória, de Espírito Santo (ES), apresentou sua marca e seu planejamento para os próximos anos à imprensa local.

O evento foi realizado no hotel Royal Atlântica Macaé, na Praia Campista, e contou com representantes de diversos veículos da cidade, que conheceram um pouco da história da Zurich Airport, empresa suíça vencedora do 5º leilão de concessões de aeroportos do governo federal, em março desse ano.

CEO da ASeB, Matthias Poeter iniciou o encontro com uma apresentação da empresa que ficará responsável pelo comando e pela expansão dos 2 aeroportos do Bloco Sudeste pelos próximos 30 anos, e com uma ótima notícia para os macaenses.

“Para a nossa empresa, os aeroportos de Macaé e Vitória têm a mesma importância. Não existe uma prioridade para o Aeroporto de Vitória porque a cidade é maior”, revelou Matthias Poeter, que mesmo sendo alemão, fez toda a apresentação em bom português.

O CEO da ASeB fez questão ainda de ressaltar que apesar de possuir capital suíço, a nova empresa é 100% brasileira, acrescentando que o grupo Zurich Airport não se tornou concessionária dos aeroportos de Macaé e de Vitória pensando em revender a concessão, e sim para investir na expansão dos empreendimentos, reforçando ainda a experiência do grupo suíço, responsável pela administração do Aeroporto de Zurique, na Suíça, desde 2000, quando o espaço foi privatizado.

“Os aeroportos de Macaé e de Vitória têm forte potencial. Não compramos [a concessão] para revender. Vamos ficar aqui junto com vocês pelos próximos 30 anos. Temos muito orgulho de estarmos aqui em Macaé, e de sermos uma empresa 100% brasileira”, falou o CEO da ASeB.

Dizendo não entender as divergências entre os estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo antes da rodada de leilões, Matthias Poeter explicou ainda que os objetivos da empresa para o Aeroporto de Macaé são de desenvolver o espaço.

“Em curto prazo, nós precisamos dar vida ao terminal. O espaço está lá, é novo, mas ainda está vazio, não tem nenhuma loja, nem para comprar uma água ou um café. Esse é o nosso principal objetivo agora. Fazer aquele espaço ganhar vida, primeiro com um lugar onde os passageiros possam comprar uma água ou um café. Depois, com outros serviços, como outras lojas como restaurantes, agências bancárias, locadoras de automóveis, barbearias, enfim, qualquer serviço que seja importante para quem frequenta aeroporto”, contou ele.

Gerente de operações aeroportuárias do terminal de Macaé, Hélio Batista acrescentou sobre o tema que essa situação dos 2 terminais de passageiros é uma das principais diferenças entre os aeroportos de Macaé e de Vitória.

“O Aeroporto de Vitória está pronto. Está funcionando. Precisamos adicionar algumas coisas para colocar mais próximo aos serviços da Zurich. Já o Aeroporto de Macaé ainda está em construção. É muito importante que não apenas a classe política, mas também toda a sociedade, possam contribuir com a gente nesse sentido, para que a gente descubra quais são as necessidades do entrono, que tem vários bairros. Essas pessoas é que vão trabalhar conosco”, comentou Hélio.

Também sobre o planejamento da ASeB para o Aeroporto de Macaé, o CEO da empresa complementou com informações sobre o prazo contratual para resolver a questão da proximidade entre a nova pista e o novo terminal do aeroporto, obras entregues em março desse ano, poucos dias antes do leilão de concessões.

“Em médio e longo prazo, nós devemos construir uma nova pista de pouso e decolagem no aeroporto. Isso está previsto no contrato de concessão. A nova pista é nova, mas ela está muito perto do novo terminal, que também é novo. Então, ou precisaríamos construir um novo terminal, mais afastado da pista atual, ou uma nova pista, mais afastada do novo terminal. Tudo indica para uma nova pista. Por contrato, temos 5 anos para resolver isso. Então já vamos começar a estudar como fazer”, concluiu Matthias Poeter, que também anunciou a previsão de uma nova rota de voo entre Macaé e o Rio de Janeiro, para o Aeroporto Santos Dumont, ainda esse ano.

Ainda sobre novas rotas, Matthias Poeter salientou que esta questão é de exclusiva responsabilidade das companhias aéreas, e o que cabe a ASeB é oferecer uma infraestrutura que permita às companhias trazer os voos para Macaé.

“Essa questão dos serviços é muito importante. Trazer as lojas para o terminal. Não podemos interferir nas rotas e nos preços, tudo isso quem decide são as companhias aéreas. O que nós podemos fazer é oferecer infraestrutura para que as companhias se sintam seguras em operar no aeroporto, para que seja atrativo para elas. Quanto às rotas, tudo é demanda. As companhias voam para onde existe demanda. Se houver demanda e infraestrutura, as companhias virão”, esclareceu o CEO da ASeB.





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