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sábado, 26 de outubro de 2019

Redes sociais geram ansiedade e depressão em jovens brasileiros, diz estudo

Levantamento feito pela FGV apontou também que os jovens são os que menos confiam no digital
Tecnologia gera tristeza, ansiedade e depressão em 41% dos jovens brasileiros, diz estudo — Foto: Freepik

Para 41% dos jovens brasileiros, as redes sociais causam sintomas como tristeza, ansiedade ou depressão. Os números são da edição de 2019 do Indicador de Confiança Digital (ICD), levantamento contínuo conduzido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) que avalia as perspectivas dos brasileiros em relação à tecnologia. O estudo apontou também que os jovens são os que menos confiam no digital.

Os adolescentes de 13 a 17 anos têm o ICD mais baixo entre o público analisado, com três pontos em uma escala cuja pontuação máxima é cinco. O valor cai, ainda, para 2,78 entre aqueles com Ensino Fundamental completo, que coincide com o público dessa faixa etária. Em contrapartida, os mais velhos confiam mais na tecnologia pela oportunidade de se conectar com pessoas distantes.

"Os jovens estão cada vez mais nervosos com a possibilidade de perder alguma coisa que está acontecendo no mundo ou no seu ciclo mais próximo de amizades. Todos ficam querendo consultar o celular muitas vezes por dia", explica o professor André Miceli, que está à frente do estudo da FGV. Para ele, esses comportamentos são sintomas claros da síndrome FoMO, sigla para "fear of missing out”.

Ainda segundo o pesquisador, os jovens foram um dos mais impactados pelos escândalos de vazamento e uso indevido de dados que ocorreram em 2018, como o caso da Cambridge Analytica. Após esses episódios, 64% dos adolescentes deram uma pausa nas redes sociais, enquanto 34% as abandonaram por completo. "Muitos fazem isso para preservar sua saúde mental, no entanto, boa parte que diz deixar as redes sociais acaba voltando por causa do sentimento de aumento do convívio social", diz Miceli.

O estudo mostrou também que apenas 27% dos jovens esperam o melhor da tecnologia. Para Micelli, a redução do otimismo ocorre porque boa parte deles tem mais entendimento sobre o assunto e percebeu o desafio que é viver conectado.

"Percebemos que as meninas estão cada vez mais preocupadas com a sua privacidade, principalmente com medo de expor fotos. Entre os meninos, 85% já relataram sofrer algum tipo de ameaça por meio de ambientes digitais, seja no WhatsApp ou nas redes sociais", aponta o professor da FGV.









Por Ana Letícia Loubak, para o TechTudo

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