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quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Ex-vereador Kellinho se entrega à Polícia Federal

Reprodução
O ex-vereador Kellenson Ayres Figueiredo de Souza, o Kellinho (PR), se entregou à Polícia Federal,  na tarde desta quinta-feira (31), em Campos. Ele e mais dois ex-vereadores eram considerados foragidos desde que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) expediu mandados de prisão contra eles por terem sido condenados no esquema “Chequinho”, que trocava votos por cheque cidadão, em Campos.

Kellinho, Linda Mara da Silva (PTC) e Thiago Virgílio Teixeira de Souza (PTC) estavam sendo procurados há duas semanas. O paradeiro de Linda e Thiago, no entanto, ainda é desconhecido pela polícia.

Kellinho foi transferido, ainda na tarde desta quinta-feira, para o presídio Carlos Tinoco da Fonseca.

O delegado da Polícia Federal de Campos, Paulo Cassiano Júnior, concedeu entrevista coletiva, na manhã desta quinta-feira (31), para explicar o caso. Segundo ele, os três foram condenados à pena de reclusão em regime semiaberto de cinco anos e quatro meses, além da perda do mandato de vereador e suspensão dos direitos políticos. Ainda incide sobre eles uma multa de meio salário mínimo multiplicado por 13 dias, o que soma a quantia de R$ 6.487.

“Não cabe mais recurso, não há expectativa de que essas prisões possam ser revertidas, tendo em vista o fato de ter havido trânsito em julgado das ações, sem chance de recursos que possam modificar essas decisões”, esclareceu o delegado.

Chequinho

Segundo as apurações da PF, 34 candidatos a vereadores e ex-secretários participaram do esquema, que loteou o Cheque Cidadão entre aliados de Rosinha Garotinho, então prefeita de Campos quando a Operação Chequinho foi deflagrada. Eles recebiam uma determinada quantidade de vagas irregulares no programa social, segundo seu prestígio e/ou potencial eleitoral, e as distribuíam em seus redutos eleitorais. Ainda segundo as investigações, próximo às eleições municipais de 2016, em apenas três meses, o número de beneficiários do Cheque Cidadão saltou de 11.500 para 30.500. Cada um recebia R$ 200.

Dos envolvidos, 11 se elegeram, mas acabaram denunciados pelo Ministério Público (MP) e condenados em primeira instância à cassação dos mandatos e inelegibilidade por 8 anos. Conforme as sentenças foram sendo confirmadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e os recursos na Corte se esgotavam, os réus foram obrigados a deixarem a Câmara.

Foram afastados pela Justiça Eleitoral os vereadores eleitos Jorge Magal (SD), Jorge Rangel (PTB), Kellinho (sem partido), Linda Mara (PTC), Miguelito (PSL), Ozeias (PSDB), Roberto Pinto (PTC), Thiago Ferrugem (PR), Thiago Virgílio (PTC) e Vinícius Madureira (PRP), além dos suplentes Carlinhos Canaã (PTC), Geraldinho de Santa Cruz (PSDB) e Thiago Godoy (PR).







Fonte: Jornal Terceira Via

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