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sábado, 15 de junho de 2019

Reconstrução mamária é um direito. Saiba tudo sobre o câncer de mama

A doença é um dos principais temores femininos, sendo mais frequente entre 50 e 70 anos, mas nem todo caroço no seio é um tumor maligno
Foto: Reprodução/Record TV
Em qual idade o câncer de mama é mais incidente? O mastologista Rogério Fenile, da Sociedade Brasileira de Mastologia, explica que é dos 50 aos 70 anos, mas a incidência entre os 40 e os 50 anos vem aumentando

A maior exposição ao estrógeno aumenta o risco de câncer de mama. Mas não se trata de um hormônio natural da mulher? Segundo Fenile, o estrógeno produzido naturalmente pela mulher não aumenta o risco da doença, já aquele utilizado para reposição hormonal depois da menopausa, quando há uma queda desse hormônio, sim, caso seja mantido por período maior que cinco anos 

Mulheres que fizeram repetidos tratamentos com estrógeno para engravidar correm mais risco de câncer de mama? Não. Isso porque a ação dos hormônios é pontual e não cumulativa. Não há evidência científica de aumento da taxa de câncer em mulheres submetida à Fecundação In Vitro. Apenas mulheres com histórico familiar de câncer de mama ou outro tipo de tumor estrógeno-dependente devem evitar um grande número de tratamentos para engravidar - mais de dez  

O câncer de mama pode aparecer durante a gravidez? Sim. O câncer de mama na gravidez engloba desde o período gestacional até um ano após o parto. “Não se tem uma explicação lógica para isso. Talvez ocorra porque, uma vez estimulada, uma célula que iria se transformar em tumor, pelo maior estímulo da gravidez, acaba antecipando o fato. Mas isso não quer dizer que a gravidez seja um fator de risco para o câncer de mama”, diz o mastologista

Nem todo caroço no seio é câncer de mama. O que mais pode ser? Fenile explica que os nódulos podem ser benignos ou malignos. Ambos podem ser palpáveis. O benigno geralmente é mais amolecido e móvel. O maligno, mais duro e fixo. O fibroadenoma, um tumor não cancerígeno, é a doença mais frequente na mama feminina, segundo ele. Há também os cistos que são compostos por líquidos. A única forma de diagnosticar um nódulo é por meio de mamografia e avaliação médica

Hoje a reconstrução do seio é obrigatória após uma mastectomia? Hoje, no Brasil, a reconstrução mamária é um direito da mulher, assegurado por lei, assim como a cobertura dessa cirurgia pelo plano de saúde ou pelo Sistema Único de Saúde, explica o mastologista. Essa reconstrução pode ser feita com prótese de silicone ou com preenchimento do próprio músculo e pele da mulher, é muito variável e depende de cada caso

O que a quimioterapia do câncer de mama tem de diferente das outras que faz cair o cabelo? Segundo o Instituto Vencer o Câncer, a queda de cabelo ocorre porque a quimioterapia afeta principalmente células que se multiplicam com frequência, como as do cabelo. Nem todo tipo de quimio leva à queda de cabelo, depende do medicamento usado. Os tipos de câncer que exigem um tratamento mais “forte”, como de mama, leucemias e linfomas, são muitas vezes combatidos com remédios que ocasionam a queda, mas não é regra geral. Mas depois de 2 ou 3 meses após o término das sessões, o cabelo volta a crescer

O que determina se o câncer de mama é agressivo ou não? Seu estágio de desenvolvimento e extensão, segundo o mastologista. Ele explica que no chamado estudo imunoistoquímico, quatro fatores são abordados: receptores de estrogênio, receptores de progesterona, um antígeno chamado HER2 e um fator de crescimento tumoral que se chama Ki-67. A combinação e grau de positividade entre eles vai subclassificar o tumor em quatro subgrupos: Luminal A, Luminal B, HER2 e Triplo Negativo. É isso que determina a agressividade. O Luminal A é menos agressivo, o Luminal B é de agressividade intermediária, já o HER2 e o Triplo Negativo são tumores bastante agressivos

É possível uma mulher se curar totalmente do câncer de mama ou por toda a vida terá que fazer tratamento? Em relação ao câncer de mama, não se fala em cura, mas em tempo livre da doença, segundo o mastologista. A pico de risco de recidiva é aos dois anos e vai diminuindo com o tempo. Dos dois aos cinco há outro patamar, dos cinco os dez, mais um. É importante fazer exames de rastreamento regularmente




R7

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