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quarta-feira, 1 de maio de 2019

Comerciantes de Campos e SFI criam prateleiras de doação de alimentos para pessoas que precisam

Em Campos, um hortifrúti doa legumes e frutas. Já em São Francisco de Itabapoana, uma padaria doa sacolas de pães para os mais necessitados.
Foto: Divulgação/Thiago Gonçalves
Comerciantes de Campos dos Goytacazes e São Francisco de Itabapoana, no Norte Fluminense, criaram prateleiras de doação de alimentos para pessoas que precisam.

Em Campos, Thiago Gonçalves tem um hortifrúti desde o ano passado no Parque Calabouço, em Guarus e percebeu que havia desperdício de comida no comércio.

Vendo que a família não conseguia consumir o que não era comercializado, ele teve a ideia de montar um espaço para doar esses alimentos a quem precisa.

Thiago começou a expor os alimentos no espaço na última sexta-feira (26) e as pessoas que precisam começaram a aparecer.

"Comecei a ver o desperdício das coisas e eu não conseguindo consumir todos os produtos, pensei em colocar para doação, pois tantas pessoas que passam por aqui que sempre me pedem as coisas e resolvi fazer isso. A ideia tem dado certo, muitas pessoas têm vindo aqui pegar. Me agradecem pela ajuda", relatou o comerciante.

O estabelecimento disponibilizou o espaço para outras pessoas que queiram deixar doações.

Já em São Francisco de Itabapoana, a família de Raphael Macedo tem uma padaria e há mais de 30 anos, o pai dele, Antônio Carlos Macedo, de 68 anos, pega parte do pão para dar às pessoas que não podem pagar pelo alimento.

A ideia começou com os pais de Antônio, porque a mãe dele gostava de ajudar o próximo.

"É só chegar na padaria e pegar as sacolas com os pães. Precisou pega mesmo, não tem problema. A obra de caridade é para todos. Não tem cor, idade ou raça", relatou Antônio.

Há pouco tempo, o Raphael colocou uma plaquinha em um carrinho para deixar do lado de fora da padaria que fica no distrito de Travessão de Barra para que outras pessoas necessitadas ficassem sabendo que o estabelecimento oferece pães de graça.

Para Raphael, seguir o exemplo do pai, é motivo de orgulho e exemplo, o que significa ser muito mais do que um ato de caridade.

"A única palavra que representa para mim é exemplo. Palavras bonitas não acrescentam em nada, quando não existe a ação, a atitude. Como meu pai seguiu os pais dele, eu sigo o exemplo do meu. Ele nunca pediu para eu ajudar ninguém, eu só observava ele ajudando e passou a ser normal no dia a dia. O que ele faz é muito além de dar um pão a um carente, faz muito mais", ressaltou.
Foto: Divulgação/Rafael Macedo


G1

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