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domingo, 21 de abril de 2019

Açu com foco no petróleo e gás

O Porto do Açu, com importantes contratos no primeiro trimestre, vem se consolidado no setor de óleo e gás, que tem grande relevância para a economia brasileira. Além de produzir cerca de 50% da energia que consumimos, garante o abastecimento diário de 2,3 milhões de derivados de petróleo, essenciais para nossa locomoção e bem-estar. Essa indústria, segundo o BNDES, responde por cerca de 60% de todo o investimento industrial do país, gerando mais de 400 mil empregos. Outro ponto relevante refere-se à expressiva arrecadação de tributos, em nível municipal, estadual e federal, que totalizou R$ 1,4 trilhão nos últimos 11 anos.
Terminal no Porto do Açu / Divulgação
A produção de petróleo e gás no Brasil está em franco crescimento, graças principalmente aos campos marítimos de petróleo e gás já descobertos no litoral Sudeste brasileiro. Além da Petrobras, dezenas de outras empresas, nacionais e internacionais, de diferentes portes, estão interessadas tanto na busca de novas reservas como no prolongamento da vida produtiva dos campos já em produção. Os investimentos esperados nos próximos cinco anos são da de R$ 150 bilhões, com potencial de geração de 470 mil empregos adicionais.

Para suportar esse crescimento do setor, são necessárias bases de apoio logístico com localização adequada e infraestrutura de qualidade, capazes de tanto acomodar os fabricantes de equipamentos e os provedores de serviços, como permitir o fluxo seguro e eficiente de materiais, equipamentos e pessoas entre o continente e o alto-mar, além de suportar às operações de recebimento, movimentação e processamento do petróleo e do gás produzidos.

É neste contexto que os analistas apontam o Complexo do Porto do Açu, em São João da Barra, em destaque como a área mais qualificada a desempenhar esse papel para a indústria de óleo e gás no país.

Várias empresas-chaves do setor já se instalaram e operam a partir do Açu. A Edison Chouest, líder global na operação de bases de apoio logístico para o setor de óleo e gás, construiu e opera sua maior base no mundo no porto em território sanjoanense, a partir da qual a Petrobras, a Chevron, a Equinor, dentre outros, conduzem suas atividades de movimentação de cargas, materiais e equipamentos para as plataformas marítimas. Também no Açu encontram-se instaladas fábricas de tubos flexíveis que são utilizados inclusive no escoamento da produção dos campos do Pré-Sal. Também estão no Açu outras empresas, como a Aeropart, responsável pela operação do aeroporto de Cabo Frio e que está construindo no Complexo um heliporto. 

Novidades deste primeiro trimestre

A Açu Petróleo, que opera o único terminal privado de transbordo do país, assinou neste primeiro trimestre contratos com a Petrobras — que tem duração de 24 meses, com a realização de até 48 operações com navios tipo Suezmax e VLCC, podendo ser prorrogado por igual período — e com a norueguesa Equinor, com duração de 36 meses (a partir de janeiro de 2020), que prevê escoar principalmente o petróleo produzido no campo de Roncador. Essas empresas se juntam a Shell e a Galp, que já utilizam a Açu Petróleo para movimentações.

Neste ano a Açu Petróleo prevê movimentar o dobro do petróleo de 2018, quando registrou aproximadamente 40 milhões de barris. Além disso, a empresa está desenvolvendo projeto para tancagem onshore, que vai proporcionar maior flexibilidade logística para os clientes, com os serviços de armazenagem, dewatering e blending.

Outro destaque deste trimestre foi a conclusão do financiamento para a implantação da UTE GNA I, em desenvolvimento pela GNA (Gás Natural Açu) no Complexo. O projeto, previsto para entrar em operação comercial em 2021, consiste em uma usina termelétrica a gás natural em ciclo combinado de 1,3 GW, um terminal de regaseificação de GNL, uma linha de transmissão e uma subestação, que ligará a termelétrica ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

A UTE GNA I é parte do maior parque termelétrico a gás natural da América Latina, que está sendo construído pela GNA no Porto do Açu. Além da UTE GNA I, a companhia irá construir a UTE GNA II, com 1,7 GW de capacidade instalada. Juntas, as duas termelétricas somam 3 GW.

Alternativa de segurança energética e abastecimento

A GNA possui, ainda, licença ambiental para mais que dobrar sua capacidade instalada, podendo chegar a 6,4 GW, o que permitirá o desenvolvimento de projetos termelétricos adicionais. Somado a isso, a localização estratégica do Açu possibilitará a criação de um hub de gás, para recebimento, processamento e transporte do gás associado.

— Viabilizar o escoamento do petróleo e do gás através do Açu é essencial para que o Brasil alcance os números de produção que estão projetados. Neste contexto, o Complexo do Porto do Açu representa uma nova alternativa de segurança energética e abastecimento para o país, bem como de suporte à exportação, dando opções para que o gás e o petróleo cheguem ao mercado em condições seguras e competitivas, além da geração de energia elétrica e fornecimento de matéria-prima para as indústrias de transformação, como refino, petroquímica e fertilizantes, por exemplo — afirmou Carlos Tadeu Fraga, CEO da Porto do Açu Operações.


Folha 1

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