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sábado, 30 de março de 2019

Solidariedade: mobilização por Leozinho arrecada mais que o esperado em um dia

Reprodução
Uma rede de amor e solidariedade que mobiliza diversas pessoas desde sexta-feira. A campanha para ajudar o adolescente Leonardo Olegório, de 15 anos, já ultrapassou o valor esperado — de R$ 20 mil — em menos de um dia. 

Até a manhã deste sábado (30), a vaquinha online criada para ajudar o adolescente já contabilizava o valor de R$ 40 mil. Leozinho, como é carinhosamente chamado, é conhecido na cidade por vender bombons nas ruas, bares e lanchonetes da Pelinca e Centro, para ajudar nas ruas para ajudar nas despesas de casa e a mãe, Charlene Gregório. Infelizmente, na última semana, ele foi diagnosticado com câncer (linfoma).

Charlene contou que, em uma viagem de férias, percebeu um nódulo, como uma íngua, em um dos ombros e ficou vigiando. Na volta das férias, ela percebeu que o adolescente estava emagrecendo demais e resolveu levá-lo ao médico. O menino chegou a ficar internado no Hospital Geral de Guarus (HGG) e foi transferido para a Beneficência Portuguesa de Campos, onde foi diagnosticado o Linfoma Anoplástico de Grandes Células. Ela disse que, na ocasião do diagnóstico, o nódulo que ela tinha localizado já tinha se multiplicado. Ainda de acordo com a mãe, na próxima segunda-feira (1º), Leozinho vai passar por uma biópsia para analisar uma possível metástase para os ossos.

Filho de uma família de seis irmãos, Leozinho cresceu na Portelinha, ajudando a mãe que continua trabalhando com a venda de salgados. Nas ruas, Leozinho é conhecido pelo sorriso alegre e pela forma educada de se dirigir aos clientes nas abordagens. Tanta simpatia foi responsável pela viralização da corrente solidária em prol de sua saúde.

— Ele sempre foi querido por todos. As pessoas, às vezes, achavam que ele vendia para algo errado, mas meu filho sempre foi um excelente rapaz. Muitas vezes, ele vinha andando dos bairros, vendia os bombons, mas sempre tinha alguém que dava carona a ele, por ser conhecido pelos frequentadores e comerciantes — disse a mãe, Charlene, que ainda está se informando sobre os tratamentos e gratuidades, mas vai ter que parar seu trabalho para cuidar do filho, que também não vai mais poder ajudá-la nas despesas.




Folha 1

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