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terça-feira, 19 de março de 2019

Adolescente que planejava ataque a escola do Rio enviou mensagem dizendo integrar seita

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A Polícia Civil localizou mais mensagens enviadas numa rede social pelo adolescente, de 16 anos, suspeito de planejar um ataque a uma escola na Zona Norte do Rio. Numa delas, o jovem diz pertencer a um grupo, formado por supostamente 26 pessoas, numa espécie de seita. Ele afirma ainda que todos estão espalhados por vários estados do país.

Em outra mensagem, o jovem chama de amador um dos participantes da investida contra alunos e professores de uma escola de Suzano, em São Paulo, quando 10 pessoas foram mortas.
Nesta terça-feira, o delegado Roberto Ramos, da 18ª DP (Praça da Bandeira), que investiga o caso, disse que a Justiça decretou a quebra de dados do computador do rapaz, durante operação que resultou na apreensão do adolescente. O delegado vai pedir que uma perícia seja realizada no material.


O resultado da análise poderá ajudar a saber se o menor integraria ou não uma espécie de seita, além de identificar as pessoas com que ele supostamente conversava.

Segundo o delegado, já se sabe que o jovem frequentava a Deep Web, local virtual em que se trocam informações sobre crimes, ódio e violência. Ao prestar depoimento, o adolescente também disse que frequentava ambientes virtuais que faziam menção ao massacre de Columbine, nos Estados Unidos, em 1999, quando atiradores mataram 13 pessoas.

- Vou pedir uma perícia no computador, já que o juiz autorizou a quebra de dados. O objetivo é saber com quem o jovem conversava e todos acessos que ele fez. Ao ser ouvido na delegacia, o rapaz contou que frequentava a Deep Web e que sentia atração por matérias relacionadas a atentados. Disse ainda que gosta de estudar psicologia e o que levaria as pessoas a cometerem atos deste tipo. No entanto, alegou que não iria cometer o atentado e que queria apenas amedrontar um ex-colega de classe. Este rapaz seria o autor de bullying que o adolescente alega ter sofrido, quando estudou na escola, em 2018 - disse o delegado.

O adolescente apreendido vai responder por fato análogo ao crime. O juízo de infância e adolescência vai decidir se ele será ou não internado numa instituição de menores. O rapaz foi apreendido pela polícia, depois que a diretora da escola procurou a Polícia Civil, no último domingo. Na ocasião, ela revelou que um professor foi procurado por um aluno. O estudante disse que um ex-aluno havia relatado ameaças pela internet e que um atentado seria cometido no colégio. Nesta segunda-feira, o menor foi apreendido no Morro da Providência, no Centro do Rio.



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